Na totalidade deste silêncio que me aconchega

Deixo meu cérebro mandar escrever a mão esquerda 

Descaída para a direita na caixa craniana.

O amor disfarçado de poder não sabe alcançar o ser

Manda sem pensar, domina para ficar sem nenhum lugar

Foge dum olhar profundo de paixão.

Fica só à superfície sem mais nada

O todo está no piscar cortado a meio pelas pálpebras dos olhos

Onde as frequências alcançam as excelências cardíacas.

Ouço músicas místicas nas asas das aves no engrandecer do amanhecer à varanda

Já sou alguém para alternar os ventríloquos do músculo sem desperdiçar a vida

Nesses momentos bem batidos agradeço ter corpos imaginários muito destemidos.

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Paulo Fernandes nasceu em Abraveses, Concelho de Viseu em 1969, Bacharel no Curso de Professores do Ensino Primário, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, concluindo a Licenciatura para o 1.º Ciclo do Ensino Básico no polo de Lamego da Escola Superior de Educação de Viseu. Especializou a sua formação para Educação e Desenvolvimento em Meio Rural no Instituto de Comunidades Educativas em Setúbal.
Desenvolveu a sua atividade profissional em vários locais, incluindo São Pedro do Sul, Campia (Vouzela) e Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul).
Vive nas montanhas mágicas do concelho de São Pedro do Sul, na aldeia do Candal.

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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