Foto por Equal Space | Facebook

Kit de ferramentas para a formação presencial dos/as Facilitadores/as de Educação Comunitária na área da interceção.

O Projeto Erasmus +, Equal Space, centrou-se na participação, democratização e a inclusão social na educação de adultos/as, com uma perspetiva de igualdade de género e diversidade cultural. Neste âmbito, a educação comunitária tem como base a capacitação de facilitadores/as de educação, cultivando a interceção de género e a diversidade cultural e valorizando as competências e capacidades das comunidades migrantes e das minorias culturais e religiosas.

O papel de um/a facilitador/a de educação comunitária é extremamente relevante, na medida que trabalha com diversidade cultural e a sua intersecção com o género. Sem condicionar hábitos e crenças, os/as facilitadores/as têm como objetivo facilitar a integração das populações que pertencem a esses grupos minoritários, fazendo por diminuir o impacto da interseccionalidade de género e cultura. Estas mulheres sentem uma dupla discriminação, proveniente da falta de aceitação da sua cultura pela sociedade maioritária, que além de xenófoba, se revela machista.

Na primeira parte do projeto Equal Space, realizou-se uma investigação sobre o papel das mulheres dentro dessas comunidades, como elas vivem e quais são as discriminações sofridas em relação ao género, etnia, classe social, religião ou outros fatores identitários. Na segunda fase do projeto, o curriculum para facilitadores/as de educação comunitária foi criado para expor as conclusões da investigação sobre o que é uma comunidade e qual é o papel das mulheres dentro dessas comunidades, entendendo-se que o género e a cultura estão inter-relacionados. Os/as facilitadores/as da educação comunitária têm que trabalhar sobre uma metodologia clara, explorando um conjunto de conhecimentos, atitudes e habilidades que lhes permitam empoderar as mulheres dentro de um grupo e, este grupo numa sociedade que os continua a discriminar.

Os/as facilitadores/as de educação comunitária podem aplicar as ferramentas fornecidas pelo projeto Equal Space, como recurso de aprendizagem, adquirindo habilidades nos níveis de igualdade de género, interseccionalidade de género e diversidade cultural, promovendo uma visão amplificada do trabalho sobre a educação de adultos/as e fazendo por diminuir as desigualdades dentro e entre comunidades.

Para trabalhar nessas questões, realizou-se uma formação presencial e dividida em cinco módulos, que foram traduzidos num conjunto de ferramentas, que explicam como é o trabalho de um/a facilitador/a de educação comunitária e como deve ser esse trabalho dentro de uma comunidade tida como minoritária.

Os módulos encontram-se divididos pelos seguintes pontos:
1- Educação comunitária: A comunidade como recurso na educação.
2- Construção social de género, diversidade e identidade.
3- Relações iguais e mudança de estruturas.
4- Intersecionalidade.
5- O papel da aprendizagem ao longo da vida.

O Projeto Equal Space trouxe também esta formação para o formato on-line conseguindo transmitir as informações e metodologia de forma didática, simples e num formato de autogestão do tempo e aprendizagem. Através da formação online, dividida nos mesmos módulos as/os facilitadoras/es poderão aprender e refletir sobre estas temáticas, assim como fazer uma auto avaliação dos seus conhecimentos.

O bom trabalho comunitário é mais enriquecedor e inovador, se houver uma integração multicultural, se numa mesma comunidade viverem diferentes grupos com variadas crenças e costumes. A/o facilitador/a de educação comunitária poderá adquirir novas competências para poder conhecer mais profundamente o grupo, entender como convivem entre si e em que espaços.

Para saber mais sobre Equal Space Project, aceder ao toolkit ou à formação online, por favor visite o nosso site http://equalspace.eu/

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A Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (REDE) é uma associação feminista sem fins lucrativos que tem como objetivo a promoção da igualdade de género na juventude, no respeito pelos preceitos e orientações das Nações Unidas e da União Europeia, recorrendo, para tal, a atividades nas áreas de educação, empoderamento, mobilização e advocacy.

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