Esta frase tem, nos últimos dias, ecoado dentro da minha cabeça com o volume de um megafone encostado aos tímpanos.

Embora tenhamos uma Constituição explicitamente antifascista, o assédio dos fachos e neo-nazis é hoje descarado, inegável e calendarizado: 10 de Agosto, em Lisboa.

Assim sendo, acredito que chegou a hora de filhos e netos de Abril por todo o país cumprirem a sua parte do dever cívico Nacional de defesa da democracia e da liberdade.

De Norton de Matos a Humberto Delgado, passando por Henrique Galvão, Salgueiro Maia e pelos estudantes das Crises Académicas de 68, crescemos com estes e muitos outros heróis antifascistas eternizados no nosso ideário popular.

Sabemos como foram perseguidos, exilados, torturados e mortos, como enfrentaram tudo isso de cabeça erguida e sem vacilar, e como o fizeram pelo sonho de ver a liberdade tornar-se a realidade do povo português.

Sabemos como a realidade fascista está ainda mal esclarecida na mente de alguns dos nossos compatriotas, que cederam ao medo e ao saudosismo por falta de capacidade para acompanhar os valores de uma sociedade em evolução rápida ou por se sentirem abandonados por um poder político distante e, muitas vezes, corrupto.

A pergunta poderia ser: “Então, vamos a Lisboa agredir fachos?”
Mas não é. Nunca será.

Enquanto forças democráticas e antifascistas portuguesas, devemo-lo aos nossos pais e avós presentes nas ruas de Lisboa a 25A de 74 que se comportaram magnificamente como massa pacífica e nem PIDE’S a atirar sobre a população lincharam.

A democracia chama-nos à Capital para fazer número, ocupar as ruas e impedir as forças fascistas de marchar, já que as nossas autoridades não o fizeram.

Sabendo que, enquanto formos pacíficos e proporcionais nas nossas respostas, teremos a memória de Abril e da Constituição do nosso lado, lá estaremos.

A concentração Antifascista terá lugar dia 10 de Agosto, à uma da tarde na Praça do Rossio, de onde marcharemos em direção ao local, publicamente por designar, onde se acumule o fascismo para proceder ao seu cerco pacífico.

Convido todos os que desejem marcar presença mas precisem de apoio logístico para ir ou eventualmente pernoitar em Lisboa a estabelecer contacto.

Chegou a nossa vez de lutar por Abril, não podemos vacilar.

Nascido em Vila Real em 1999, concluiu o ensino secundário na EBS Camilo Castelo Branco, onde exerceu funções como Presidente da Assembleia Geral e da Direção da Associação de Estudanes e Representante de Alunos no Conselho Geral.
Concluiu um Certificate of Higher Education em Ciências Biomédicas na University of Surrey, UK, antes de começar a cursar Ciência Política e Relações Internacionais na FCSH-Universidade Nova de Lisboa, em 2018/19.

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