A solução é simples: basta colocar uma prateleira temporária próximo dos beirados para recolher os dejetos e não destruir os ninhos. O município de Castelo de Vide já acolheu a iniciativa do Fapas.

 Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) aponta para uma solução simples que permite compatibilizar a permanência dos ninhos de andorinha com a preservação de edifícios e o bem-estar da população. Trata-se da colocação de uma simples prateleira com 25 cm de largura e distanciada em cerca de 40 cm do beirado do telhado, recolhendo desta forma os dejetos das andorinhas. Depois do período de nidificação a prateleira pode ser removida para limpeza até ao ciclo seguinte.

A solução já foi testada em vários locais e vai ser aplicada no Município de Castelo de Vide em vários edifícios, como a Câmara Municipal, os CTT e “muito provavelmente a Caixa Geral de Depósitos”, noticiou esta segunda feira o Jornal Público. Refere o jornal que vários tribunais do Alentejo “tentam, ano após ano, que o Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) os autorize a impedir a nidificação destas aves”.

Em Portugal existem cinco espécies de andorinhas que por cá nidificam, uma delas a andorinha dos beirais, que frequentemente encontra os seus ninhos destruídos quando regressa na primavera. Por vezes são literalmente despejadas pelos proprietários que destroem os ninhos no período de nidificação. Segundo o Jornal Público, o ICNF tem atribuído licenças para remover os ninhos e situações pontuais, como são as “áreas dos edifícios sobre portas e janelas”, mas tem verificado que as autorizações são aproveitadas para intervenções de maior dimensão, comprometendo as colónias de andorinhas instaladas.

Um relatório do Instituto de Gestão Financeira dos Equipamentos da Justiça equipara a situação a uma praga prejudicial à saúde pública. Segundo o Público, o relatório refere mesmo que os ninhos nos edifícios dos tribunais denigre “a imagem da justiça”. Isto preocupa a FAPAS, que considera que o ministério “deveria ter uma noção apurada do dever de proteção da natureza”.

Artigo de Esquerda Net

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