Foto por Autor Anónimo

O estado de abandono da arte e dos locais de património imaterial da humanidade levou o deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, à aldeia de Bisalhães para apoiar oleiros e habitantes da aldeia, em conjunto com o candidato à Câmara Municipal de Vila Real, Luís Santos.

O deputado, no fim da visita à aldeia, confessou ter uma “grande admiração com quem mantém esta arte viva” bem como “admiração e cumplicidade com quem, com eles, luta para que haja condições para que o seu trabalho seja reconhecido”.

Mas também declarou sentir “tristeza e revolta” por perceber que “um bem que é reconhecido internacionalmente não esteja a ser devidamente apoiado”,  distribuindo culpas por todos os poderes públicos, desde a escala local à nacional.

O deputado quando soube que ia estar em Bisalhães, foi ao site do município procurar indicações e não encontrou “nada”. Disse também que na A4 esperava ver alguma indicação da região de Barro Preto de Bisalhães, o que não aconteceu. “Prova que há muito por fazer”, disse, afirmando que “é preciso criar condições na aldeia para os oleiros e para toda a comunidade de forma a que as pessoas possam visitar”.

Luís Santos, cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal disse à comunicação social estar empenhado” na preservação patrimonial de, e não só, Bisalhães”.

Confessa que na visita “encontrou um punhado cheio de desalento”, porque, diz, as pessoas estão “votadas ao abandono pelo poder autárquico e pelo poder central”.

Acusa as autoridades de “empurrar artes nobres para o esquecimento” e afirmou que o reconhecimento como património imaterial da humanidade “não se traduziu em coisa nenhuma”.

Segundo o candidato, a luta do Bloco é para que o “reconhecimento tenha efeitos práticos”, através da voz que pode dar a este património, insistindo que podem contar com o Bloco “para estar ao lado de quem luta” pelo futuro daquela aldeia.

Sobre as expectativas dos artesãos, diz que as promessas “foram para a gaveta”. Diz estarem identificadas as necessidades e o património, agora é preciso “cumprir as promessas e valorizar a região”. “Queremos de uma vez por todas que o barro de Bisalhães e o património de Vila Real seja enriquecido e preservado” com a “colaboração efetiva” do município.

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