Desde 2015 que o Glifosato é classificado pela Organização Mundial de Saúde como comprovadamente cancerígeno para animais e provavelmente cancerígeno para humanos. Apesar disso este produto é o herbicida não seletivo mais vendido por todo o Mundo, o que também se verifica em Portugal. É amplamente utilizado em meio agrícola, no espaço público das zonas urbanizadas e nas vias de comunicação.
O uso de Glifosato tem sido alvo de forte contestação por parte de várias ONGs, Associações e Ativistas. Exemplo disso foi o estudo levado a cabo pela Plataforma Transgénicos Fora que recolheu e mandou analisar amostras de urina de 62 voluntários escolhidos aleatoriamente. Em julho de 2018, 44 apresentavam glifosato na urina. Em outubro todas as 62 amostras continham esse composto. Esta análise mostra que a exposição ao glifosato no país tende a ser contínua e é bastante alargada na sociedade.
A exposição ao Glifosato tem sido matéria de vários estudos, no entanto, apesar dos riscos para a saúde pública e da existência profícua na sociedade, esta substância não está incluída nos programas de controlo da qualidade da água. Nas análises da qualidade da água para consumo humano, que contemplam a análise à presença de vários pesticidas, não é testada a presença de Glifosato.
Na próxima Assembleia Municipal de Carregal do Sal, o Bloco de Esquerda irá avançar com uma recomendação no sentido de incluir a análise à presença do pesticida glifosato na água destinada a consumo humano, nos mesmos moldes definidos para outros pesticidas, e tornar essa informação pública. A intenção será que esta substância passe a constar das análises efetuadas regularmente pela empresa Águas do Planalto.

(Escrito por MFS)

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