Em comunicado, o núcleo do Bloco de Esquerda do Carregal do Sal “quer que a Câmara Municipal clarifique se a oferta habitacional vai ser aumentada ou não”, isto após resposta do município a pergunta do Grupo Parlamentar.

 O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda dirigiu a todas as Câmaras Municipais do país várias perguntas sobre a habitação municipal nos respetivos concelhos e, segundo este núcleo, o Município de Carregal do Sal afirmou “ter disponível 50 fogos de habitação pública estando todos ocupados até à data da resposta, 20 de março de 2020, mas existem vários pedidos para aceder à habitação municipal que não têm sido respondidos por falta de oferta devido ao parque habitacional estar completamente lotado. Em 2016, dos 3 pedidos ficaram 2 por atender e em 2019 ficaram por atender 5 dos 6 pedidos realizados”, sendo que este município terá ainda identificado “12 agregados familiares com carência habitacional.”

Na resposta ao Grupo Parlamentar do Bloco, a autarquia terá ainda referido que estará a delinear uma estratégia de habitação municipal com base no “1º Direito”, programa de Apoio ao Acesso à Habitação que, segundo informação oficial, assenta numa “dinâmica promocional predominantemente dirigida à reabilitação do edificado e ao arrendamento”. Terão ainda afirmado que vão “priorizar à reabilitação urbana quer em termos de investimento público (alguns projetos já foram concluídos e outros estão em curso), quer em termos de investimento privado, em que a delimitação e operacionalização efetiva de novas áreas de reabilitação urbana (ARU), para além das existentes”.

Mas para o Núcleo Concelhio de Carregal do Sal do Bloco de Esquerda a Câmara Municipal tem que clarificar se a “oferta habitacional vai ser aumentada ou não”, visto que esta “tem a responsabilidade de ter habitação social digna e que cumpra as necessidades da população, a baixo custo para as famílias com menores recursos e que não aprisione as pessoas sem serviços ou transportes para a sede do concelho”.

 

Terminam dizendo que na crise pandémica da covid-19 “cada vez mais famílias passaram a carecer de apoio social”, exigindo a criação de “mais habitações para as disponibilizar rapidamente para arrendamento social”.

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