Denúncia ao despedimentos.pt origina pergunta ao governo sobre despedimentos na Meigal S.A., empresa especializada em produtos alimentares frescos e congelados do Grupo Lusiaves, sedeada em Mangualde e com trabalhadores em Portugal continental e no estado espanhol.

A empresa terá despedido mais de 20 trabalhadores de forma irregular pelo país, com “situações de pressão, que podem ser qualificadas como assédio laboral, aos trabalhadores, de forma a assinarem acordos com uma pequena indemnização sob pena de extinção do seu posto de trabalho”, assim é descrito na pergunta entregue pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da República.

Os relatos que chegaram ao Bloco de Esquerda dizem ainda que a ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho foi informada e terá feito uma inspeção à empresa. Segundo a pergunta e a denúncia, houve pelo menos 4 trabalhadores de Mangualde e Grijó que se recusaram a assinar o acordo. Estes trabalhadores, e no seguimento da inspecção, já terão sido readmitidos ao trabalho.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda quer saber se o Governo tem conhecimento da situação, se foram realizadas inspeções por parte da ACT, quais os resultados dessas inspeções, bem como se a empresa ou o grupo têm mais casos com ações inspectivas e relativamente a que matérias.

Questionam ainda se o governo está disposto a analisar com a empresa “uma solução que permita a viabilização da empresa e a manutenção dos postos de trabalho”.

Grupo Lusiaves de Adelino Gaspar aparenta estar de Boa Saúde Financeira

Assim parece estar a empresa fundada por Avelino Gaspar, que recebeu a Comenda de Mérito Industrial das mãos de Aníbal Cavaco Silva. No ano passado anunciou ”investimentos de 100 milhões de euros em Mira, 18 milhões de euros em Gois e Oleiros. Já este ano anunciou a compra de cerca de 12 hectares de terreno por 640 mil euros no Pombal”. A pergunta do Bloco de Esquerda diz que a lista de anúncios continua, sendo que parte “têm sido parados devido a questões ambientais, não obtendo licenciamento para avançar”.

A informação disponível na pergunta do Bloco diz que Avelino Gaspar é “acusado pelos crimes de branqueamento de capital e insolvência dolosa, juntamente com mais três gestores da Lusiaves devido ao esvaziamento do património de bens e equipamentos da empresa Avilafões, unidade de Vouzela que integra o grupo, através de uma operação financeira que envolve o recurso a offshores”.

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