Foto de Plataforma Ciência Aberta | Facebook

O “Sustento” surge em Figueira de Castelo Rodrigo. Uma moeda de troca que visa incentivar a reutilização e transformação de resíduos em produtos de valor acrescentado. A economia circular chega assim à região num projeto-piloto de nome “Figueira Circular”.

Promovido pela Plataforma de Ciência Aberta e pelo Gabinete de Ambiente do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, em colaboração com a “e.cos — Iniciativa Comunitária para a Sustentabilidade” e outras entidades locais, o projeto-piloto “Figueira Circular” avança com a criação da moeda “Sustento”. Nesta iniciativa os estudantes do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo e as respetivas famílias “são incentivados e recompensados com a moeda ‘Sustento’ a separar e a entregar na escola resíduos de plástico e de tecidos”.

“Os produtos ‘Sustento’ são criados a partir de ferramentas de reciclagem e ‘upcycling’ (reaproveitamento e reutilização) locais, como técnicas de fusão de plástico e de costura, impressão 3D ou utilizando as máquinas desenvolvidas pelo projeto internacional ‘Precious Plastic’, que permitem transformar plástico em praticamente qualquer objeto, e que estarão disponíveis no edifício da Plataforma de Ciência Aberta, em Barca D’Alva, a partir do final de outubro”, pode ler-se no comunicado dos promotores desta iniciativa.

Os habitantes da região vão receber “Sustentos” em troca da recolher e entrega de plásticos e têxteis. Esta moeda pode ser depois usada na compra de produtos “Sustento”, mas também como créditos no acesso ao ginásio ou a bilhetes de cinema, promovendo também “hábitos culturais e sociais quotidianos mais saudáveis e sustentáveis”.

Em dezembro acontece o Fórum de Economia Circular, onde será possível avaliar o desempenho deste projeto-piloto. Até lá os produtos “Sustento” estarão disponíveis para venda na Plataforma de Ciência Aberta e na papelaria da escola, bem como em feiras e mercados locais.

(Escrito por MFS)

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