Águas do Planalto: o trabalho do Bloco de Esquerda

Mal surgiu o principal ator da sociedade civil nesta reivindicação, o MUAP, no ano de 2014, na luta pela redução do preço da água, o Bloco de Esquerda prontamente começou a acompanhar os desenvolvimentos do processo, tentando ajudar e contribuir para a resolução do problema.
Dossier Águas do Planalto - O trabalho do Bloco de Esquerda

Em maio de 2014, a estrutura distrital de Viseu do Bloco reuniu com alguns representantes do MUAP, em Tondela, e defendeu, de imediato, que a água é um bem essencial e não podia ser vista como um negócio.

Rui Cortes e Manuela Antunes, candidatos do Bloco às Europeias de 2014, concretizaram que há muito que o partido se bate contra a privatização da água, exprimindo a sua solidariedade e apoio aos munícipes afetados.

Em 2015, na campanha para as eleições legislativas, onde o Bloco concorreu com uma lista encabeçada por António Gil, e numa visita a Tondela, mostrou a sua disponibilidade para dar apoio em tudo o que fosse necessário nesta luta.

Também na campanha das legislativas de 2015, a candidatura enviou um cheque simbólico ao Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal de então, Rogério Abrantes, onde era ilustrado os lucros da empresa desde o ano 2009, um valor total de 5.286.743 milhões de euros.

Em 2018, após o anúncio da redução do preço da água, a distrital de Viseu do Bloco mostrou o seu desagrado pelas falsas promessas, acusando os cinco autarcas de “falta de carácter” por aproveitarem o período pré-eleitoral para avançar com as medidas que nunca se vieram a realizar.

Em junho de 2020, o Grupo Parlamentar do Bloco entregou uma pergunta no Parlamento para questionar o Governo sobre se considera apoiar a reversão da concessão dos serviços prestados pela empresa Águas do Planalto, tal como perceber o porquê da Caixa Geral de Depósitos “mostrar reservas” à renegociação do contrato.

Em julho de 2020, a distrital do Bloco exigiu que a empresa Águas do Planalto procedesse à aplicação imediata da Tarifa Social Automática da Água nestes cinco concelhos e assim beneficiar centenas de famílias com uma redução efetiva do preço da fatura da água previsto por lei.

As estruturas locais de Mortágua, Santa Comba Dão e Carregal do Sal, tal como a Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco, colocaram no terreno várias ações de protesto de queima simbólica de faturas da água com o objetivo de alertar para o elevado preço e para voltar a centrar o debate sobre esta matéria.

As iniciativas decorreram no dia 14 de novembro em Santa Comba Dão e em Carregal do Sal. No dia 16 de dezembro decorrerão em Mortágua e no dia 7 de janeiro em Mosteiro de Fráguas, no concelho de Tondela, junto à sede da empresa.

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