Na Assembleia Municipal da Guarda de ontem, o Bloco de Esquerda apresentou uma recomendação para que famílias e microempresas fossem isentadas do pagamento das taxas fixas de água e redução do saneamento e resíduos no concelho da Guarda até final de maio. A mesma foi recusada pelo executivo do PSD.

A recusa do executivo camarário terá sido justificado, segundo nota enviada ao Interior do Avesso, com o entendimento de que “já estar a apoiar suficientemente as famílias e microempresas nesta matéria”. Posição com a qual o Bloco não concorda, defendendo que “a autarquia pode e deve fazer muito mais nesta e noutras matérias de grande impacto na vida dos guardenses.”

A recomendação apresentada, atendendo ao momento de pandemia e confinamento que o país passa, “obrigando ao isolamento/quarentena de todos e respectivo fecho de muitas empresas/ comércio local, originando que muitas famílias e empresários tenham mais despesas”, propunha:

  • Isentar todos os agregados familiares da tarifa fixa de água e redução de 70% sobre saneamento e Resíduos (RSU) até ao final do mês de maio.
  • Isentar todos as microempresas e comerciantes em nome individual da tarifa fixa de água até ao final do mês de maio e redução de 50% sobre saneamento e Resíduos (RSU) até ao final do ano.

O deputado municipal, Marco Loureiro, justificou a proposta considerando que neste momento existe mesmo um aumento do consumo de água, “em virtude da prevenção e controle da propagação do Covid-19 aquando da lavagem frequente das mãos, maior frequência de lavagem da roupa, mais realização de banhos de todo o agregado familiar.” 

Por seu turno, as empresas que se encontram com a atividade suspensa durante os sucessivos estados de emergência, “continuam a ter no final do mês que pagar, mesmo não estando a faturar nada.”

Deixe o seu comentário

Skip to content