Segundo o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesca o atraso no pagamento dos subsídios à produção integrada deve-se à falta de dotação financeira, pelo que os valores que teriam de ser pagos até dia 31 de outubro, só estão previstos ser pagos esta semana. A região norte tem destinados 40 milhões de euros de um total nacional de 150 milhões.

Ao Jornal do Nordeste, Armando Pacheco, vice-presidente da Federação de Agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (FATA) disse que só acredita que o dinheiro seja entregue no final do mês de novembro. “Eu não acredito que na nossa zona ponha em causa as colheitas, mas pode pôr em causa o bom nome do agricultor, por não pagar atempadamente as suas contas”, disse, apontando a importância destes subsídios serem pagos no início de campanha, uma altura em que os agricultores são obrigados a fazer investimentos e a manutenção de algumas culturas.

 

Mas a preocupação da FATA prende-se também com o futuro dos produtores de culturas agro-ambientais. “O futuro é muito preocupante, porque nada disto está seguro. Está em dúvida se a produção integrada continuará a ser subsidiada. São milhares de euros que podem deixar de entrar na nossa região”, disse Armando Pacheco.

 

A produção integrada é um modo de produção que salvaguarda o ambiente, utilizando menos produtos fito-sanitários, fazendo uma melhor gestão dos recursos hídricos, zelando pela fertilidade da terra a longo prazo, o que implica uma perda de produtividade comparativamente a outros métodos. Armando Pacheco aponta a importância deste modo de produção, ao mesmo tempo que esclarece a importância destes subsídios para os agricultores, “alguém me está a dar uma contrapartida pela minha perda de produção”.

 

(Escrito por MFS)

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