Fabíola Cardoso explica que o projeto do Bloco tem objetivos culturais e educativos, de desenvolvimento económico, social, ambiental e desportivo, que funcionam positivamente em sinergia com benefícios para a natureza, para as pessoas e para as economias locais. Por Esquerda.net

Esta quarta-feira deu entrada na Assembleia da República uma proposta legislativa do Bloco de Esquerda que defende a criação da Grande Ecovia do Tejo.

“O grande objetivo é aproximar a população do rio Tejo e criar uma consciência ambiental que leve à diminuição da poluição no mesmo. O rio deve deixar de ser visto como um caixote do lixo e passar a ser visto como um importante recurso natural”, avançou a deputada do Bloco de Esquerda por Santarém, Fabíola Cardoso, em declarações à agência Lusa.

Conforme escreve a dirigente bloquista na sua página de facebook(link is external), este é “um projeto de baixo impacto ambiental com objetivos culturais e educativos, de desenvolvimento económico, social, ambiental e desportivo, que funcionam positivamente em sinergia com benefícios para a natureza, para as pessoas e para as economias locais”.

A criação da Grande Ecovia do Tejo “passa pela criação de novos percursos, pela interligação dos já existentes e pela extensão destes à fronteira com o Estado espanhol. Além disso, devem ser criadas ligações aos aglomerados urbanos próximos do Tejo para que se forme uma rede ciclável e pedestre que traga benefícios sociais e económicos às populações da região, dinamizando e facilitando a criação de pontos de apoio a ciclistas e caminhantes, designadamente locais de dormida, restaurantes e cafés, oficinas, entre outros”, acrescenta Fabíola Cardoso.

A Ecovia proposta abrange os distritos de Lisboa, Santarém, Portalegre e Castelo Branco. A iniciativa foi divulgada esta quinta-feira, Dia Mundial da Bicicleta, em Santarém, num município que, de acordo com a deputada, “está de costas voltadas para o rio”, sendo “importante inverter essa situação”. A mobilidade será uma das bandeiras da campanha autárquica do Bloco de Esquerda em Santarém, encabeçada por Fabíola Cardoso.

O Bloco de Esquerda defende que o projeto, que deverá seguir os moldes de intervenções semelhantes, como a Rota Vicentina, a Grande Rota do Zêzere ou a Via Algarviana, deve ser financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e pelo investimento verde, do fundo europeu.

“O desenvolvimento e o apreço pelo rio é essencial para o progresso e atração local”, sublinhou a deputada.

O Bloco de Esquerda propõe também que o Governo “concretize campanhas para a promoção dos modos ativos de transporte, divulgando e incentivando a utilização dos percursos pedestres e cicláveis que permitem a fruição do património natural, histórico e cultural do território”.

 

Publicado por Esquerda.net a 3 de junho de 2021

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