Jardim e Parque da Goldra [foto de Maria Armanda] | Facebook Covilhã Município

Desde o erro urbanístico quando foi construído até à falta de manutenção do atual espaço, o Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda tece duras críticas ao Jardim da Goldra. Os bloquistas também apresentam uma proposta para o novo espaço.

Numa nota enviada aos órgãos de comunicação social, o Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda afirma que a construção do Jardim da Goldra, localizado na cidade da Covilhã, foi “um erro urbanístico”, crítica que o jardim foi “deixado ao abandono, sem que os responsáveis municipais tivessem atuado atempadamente com vista à sua preservação” e ainda apresenta uma nova proposta para o espaço. Propõe uma zona de lazer fortemente arborizada, um verdadeiro espaço florestal, com árvores autóctones, promovendo e defendendo a biodiversidade local. 

Referem que “desde a criação do Jardim da Goldra, que foi claramente um erro urbanístico, um projeto dispendioso sem qualquer vantagem para o espaço urbano e que não despertou o interesse dos e das covilhanenses nem dos turistas que visitam a cidade, apenas serviu para fins eleitorais com base no princípio de mostrar obra feita”. 

Relativamente à falta de manutenção do atual espaço criticam que “o espaço foi deixado ao abandono, sem que os responsáveis municipais tivessem atuado atempadamente para a sua preservação. Em Junho de 2017, a maioria socialista com o voto favorável do MAC, aprovou a delegação de conservação do Jardim à empresa municipal ICOVI, mas desconhece-se qualquer tipo de intervenção de melhoramentos do espaço”. 

“A Cidade da Covilhã cresceu junto às suas ribeiras, edificou-se no curso de água que servia a indústria têxtil, a Goldra e a Carpinteira são base do património histórico e natural da cidade”, refere o partido. 

Para concluir, deixam uma proposta para o espaço que “atendendo à morfologia do Jardim da Goldra fica provado que o modelo de requalificação não foi o mais acertado. Para o Bloco, não se deve insistir no erro de investimentos avultados”, propõem “a transformação do espaço numa zona de lazer fortemente arborizada, um verdadeiro espaço florestal, com árvores autóctones, promovendo e defendendo a biodiversidade local. A criação de pequenas florestas nos espaços urbanos tem sido assumida como uma forma de combater as alterações climáticas e são espaços verdes essenciais para a prestação de serviços ecológicos, como ciclos de água, flora urbana e a criação de corredores que possibilitem a fauna silvestre atravessar a cidade”.

 

(Escrito por DG)

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