ATEP critica Ministério da Educação por deixar alunos com necessidades educativas especiais para trás

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Foto por Associação Todos pela Escola Pública | Facebook
A Associação Todos pela Escola Pública (ATEP) alerta para falta de condições dos alunos com necessidades educativas especiais. Algumas das queixas da associação são a falta de transportes para as escolas e de assistentes operacionais com formação para acompanhar estes alunos

Em comunicado, a associação denuncia que os alunos com necessidades educativas especiais estão “a ser deixados para trás nestas primeiras semanas do ano letivo, não dispondo de condições condignas para o acesso ao ensino.”

Para Miguel Azevedo, vogal da ATEP para a Escola Inclusiva, “num momento em que a escola pública faz o seu melhor para garantir que os seus alunos tenham acesso a um ensino cada vez melhor e com segurança, queremos chamar a atenção de que existem alunos a que não está a ser garantido o acesso condigno ao ensino”.

“Um ministério que fez aprovar o decreto de lei 54/2018 para garantir a inclusão de todos os alunos e que os mesmos tivessem a oportunidade de ter sucesso no seu percurso escolar, é o mesmo que não garante os meios necessários para que os alunos com necessidades educativas especiais possam atingir este sucesso”, adianta Miguel Azevedo.

A ATEP relembra que no final de setembro ainda não estava garantido o transporte para todos os alunos com necessidades educativas especiais, ficando muitos deles em casa. Em outubro, os encarregados de educação destes alunos denunciaram também a falta de assistentes operacionais nas escolas de referência e para acompanhamento dos alunos com acentuadas limitações.

“Nos últimos dias, têm surgido denúncias dos encarregados de educação e mesmo dos agrupamentos de escolas sobre a falta de docentes de educação especial”, aponta o responsável da ATEP.

“Para a ATEP, querer promover uma escola inclusiva não se coaduna com a falta de investimento e de recursos humanos que infelizmente as escolas têm para responder às necessidades destes alunos com necessidades educativas especiais e nem com os anúncios de mais assistentes operacionais que só virão para 2021”, conclui.

 

Ver também:

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