Foto de Plataforma Já Marchavas | Facebook

Numa carta aberta ao presidente da autarquia de Viseu, a Plataforma Já Marchavas denuncia que os “funcionários da Câmara Municipal de Viseu removeram o memorial construído menos de 24 horas antes”. 

A Plataforma Já Marchavas dirigiu uma carta aberta à presidência da Câmara Municipal de Viseu onde refere que “em reunião aberta, a Plataforma Já Marchavas, organização informal e horizontal de coletivos e cidadania em nome individual, decidiu assinalar o dia 25 de Novembro – Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, com a instalação coletiva de um memorial simbólico na Praça da República em Viseu (Rossio)”. 

A carta aberta denuncia que “pela manhã de 26 de novembro, dia da morte da trigésima primeira mulher assassinada, funcionários da Câmara Municipal de Viseu removeram o memorial construído em menos de 24 horas antes”. 

O objetivo da organização seria manter “a instalação no local até dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos”, tal como acontece em outros locais do país. 

O movimento refere ainda que “no dia 17 de novembro, apesar da lei permitir que seja feito até 48 horas antes, a Plataforma Já Marchavas enviou aviso escrito, assinado por três pessoas, por e-mail, para a presidência da Câmara Municipal de Viseu, com conhecimento do e-mail geral e da PSP. No aviso constava descrição e finalidade do evento, localização detalhada em fotografia e duração”. 

Carta aberta à Presidência da Câmara Municipal de Viseu, Onde estão as peças de roupa preta estendidas em memória das...

Publicado por Plataforma Já Marchavas em Quinta-feira, 26 de novembro de 2020

“Não obtivemos qualquer resposta, não obstante há menos de dois meses, para um pedido semelhante, termos obtido uma pronta resposta negando a cedência ao alegar o pedido ter sido feito com pouca antecedência”, afirma a Plataforma Já Marchavas.

Para a organização, “ou se trata de uma falta de respeito pelas causas de Direitos Humanos, nomeadamente das mulheres assassinadas homenageadas, assim como pela cidadania e pelos movimentos públicos que a expressam ou se trata de incompetência e incúria deliberada, no caso de o executivo viseense não ter informado os funcionários que efetuaram a remoção do memorial do que se tratava”. 

“Onde estão as peças de roupa preta estendidas em memória das trinta mulheres assassinadas de 1 de janeiro a 15 de novembro de 2020 em Portugal? Onde estão as etiquetas com os nomes dessas mulheres? Onde está o memorial que assinalou o 25 de novembro – Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres em Viseu? Onde está o respeito pela memória destas mulheres silenciadas?”, questionam. 

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