O deputado Ricardo Vicente, do Bloco de Esquerda, foi ao terreno perceber qual o ponto de situação da regeneração do eucalipto após os incêndios de 2017. Acompanharam-no as candidaturas autárquicas de Carregal do Sal e Santa Comba Dão.

Em Carregal, junto à capela de São Domingos, conversou-se sobre como a maior parte da zona florestal do concelho foi tomada pelo eucalipto, destacando-se a enorme capacidade de auto regeneração da espécie após os incêndios.

Em fevereiro de 2018, em sede de Assembleia Municipal, o Bloco apresentou soluções para a floresta e para o ordenamento do território municipal, chumbadas pelos partidos representados no órgão, alegadamente porque ainda era “muito cedo para falar disto”. 

Decisão que em nada contribuiu para que o cenário atual fosse outro. O Bloco de Carregal do Sal continua a defender que “as autarquias também devem ser promotoras da boa gestão florestal, sensibilizando para os benefícios da gestão coletiva da floresta.”

Em Santa Comba Dão, o deputado deslocou-se ao Marco Geodésico da Portela, ponto com uma vista bem representativa da realidade dos concelhos mais devastados pelos incêndios de 2017 na região.

O Bloco de Santa Comba entende que “os benefícios que a biodiversidade florestal pode trazer são imprescindíveis para conservar a fauna e a flora local. A alteração da paisagem é prioritária para proteger as populações.”

Ricardo Vicente observou que “a monocultura do eucalipto já retomou o seu lugar, ocupando de forma ainda mais densa e intensa este território ardido. Nos escombros destes incêndios encontramos um território que foi abandonado pela política”, incapaz de travar o abandono da agricultura ou garantir uma transição ecológica dos sistemas de produção agrícolas e florestais.

Sublinhou ainda que “sabemos que é aí que reside uma das principais injustiças que é necessário corrigir para travar o abandono e a uniformização da paisagem. Está neste preciso momento a decorrer o processo de formulação do plano estratégico da Política Agrícola Comum que vai ser aplicado até 2027, onde constam 10 mil milhões de euros destinados a territórios rurais”, e o Ministério da Agricultura está a recusar-se a garantir que esses fundos respondam à principal emergência do país: travar os incêndios.

Deixe o seu comentário

Skip to content