Catarina Martins defende que “este é o tempo” de se iniciar o desconfinamento de “forma cautelosa”. No que diz respeito às creches, ao pré-escolar e ao primeiro ciclo, a coordenadora do Bloco considera que “não há nenhuma razão para que não reabram desde já”.

Após uma audiência, por videoconferência, com o Presidente da República, Catarina Martins assinalou que o Parlamento vai votar a renovação do estado de emergência “ainda com muita incerteza sobre a forma como o governo projeta” executá-lo.

“Consideramos que o desconfinamento tem de se iniciar de uma forma cautelosa, mas este é o tempo”, afirmou a dirigente bloquista, apontando que “há uma descida consistente do número de pessoa infetadas, há também uma descida consistente do número de pessoas internadas e em cuidados intensivos”.

“Os números, no entanto, não aconselham que haja um desconfinamento total, abrupto, uma vez que há ainda muita pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde”, acrescentou.

Para Catarina Martins, é “positivo que haja a ideia de vários níveis de confinamento de acordo com indicadores” apontados pelos especialistas. Mas deve juntar-se também a “responsabilidade política de previsão das alterações”, destacou.

Reabertura das escolas “é fundamental ao desenvolvimento das crianças”

A coordenadora do Bloco avançou que este é também “o tempo das escolas reabrirem”.

“E a proposta que fazemos, muito concreta, é que ainda que os restantes ciclos de ensino possam abrir só depois da Páscoa, no que diz respeito às creches, ao pré-escolar e ao primeiro ciclo não há nenhuma razão para que não reabram desde já”, vincou.

Catarina Martins referiu que “para as crianças mais novas, cada semana, por pouco tempo que seja, faz toda a diferença no seu desenvolvimento”.

Questionada sobre a reabertura das atividades económicas, a dirigente bloquista assinalou que “os dados que foram apresentados na última sessão do Infarmed permitem, pelos níveis estabelecidos pelos próprios técnicos, mais reabertura da atividade económica, ainda que tenha que haver uma ponderação de precaução face ao fim de semana da Páscoa”. Salientou, no entanto, que “essa ponderação deve ser feita” também “com os apoios no terreno”.

“É preciso fazer aqui uma ponderação. É importante abrir setores da economia, mas que essa reabertura, sendo ainda faseada e não sendo previsível que eles possam vir a ter níveis de faturação semelhantes aos que tinham antes, não signifique que esses setores de atividade depois são excluídos dos apoios”, realçou.

“Há determinados setores da economia cujas condições de reabertura exigem também alteração das condições dos apoios que são dados a esses setores”, alertou.

Catarina Martins exortou o Governo a expandir a testagem, com “rastreios aleatórios e generalizados”. Bem como a investir na Saúde Pública, reforçando os técnicos que asseguram os inquéritos epidemiológicos. Conhecer “a localização dos infetados” e a pandemia “estar sob controlo” é “a única forma” de o desconfinamento não dar “passos atrás”, apontou.

Por outro lado, a dirigente bloquista valorizou o facto de o Governo ter dado passos no sentido das daquelas que são duas reivindicações do Bloco: o executivo avançou com a “generalização dos testes de rastreio” nas escolas e deu um “sinal da necessidade de inclusão em grupos prioritários” de vacinação o pessoal docente e não docente.

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