Foto de Camilla Scarpa

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu na visita ao Parque Natural do Tejo Internacional que a Convenção de Albufeira deve garantir caudais diários, recomendação aprovada desde maio pelo Parlamento, mas sem quaisquer passos dados para o concretizar.

“O rio Pônsul esteve sem água por causa da gestão das barragens do lado espanhol, ficou um rio sem água o que significa prejuízos imensos, ecológicos a fauna e flora e também os prejuízos económicos, da pesca e turismo”, afirmou a coordenadora do Bloco.

Catarina Martins falava aos jornalistas na localidade de Lentiscais, em Castelo Branco, onde se deslocou, juntamente com a deputada Fabíola Cardoso, para ouvir as preocupações da população local sobre a seca que afetou o rio Pônsul, um dos afluentes do Tejo.

Adiantou ainda que se trata de uma região inserida em pleno Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI), onde as questões ecológicas são particularmente importantes.

“Primeiro é preciso garantir caudais diários de Espanha para Portugal. A Convenção de Albufeira deve ter caudais diários. É algo que já foi aprovado [recomendação ao Governo] pelo Parlamento, em maio de 2019, mas ainda não houve nenhum passo para concretizar estes caudais diários”, sustentou.

A coordenadora do Bloco recorda que a região foi particularmente afetada do ponto de vista económico e adianta que é necessário garantir que a atividade económica “não morra”.

“Nós não só vamos querer ouvir o ministro do Ambiente sobre a Convenção de Albufeira e sobre os passos que estão a ser dados para que isto[seca do rio Pônsul] não volte a acontecer como queremos que o Governo em conjunto com as autarquias faça um levantamento dos prejuízos económicos e da necessidade de eventuais apoio e financiamento”, concluiu.

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