Os meses de pandemia, como afastamento dos consumidores e encerramento dos setores hoteleiro e turístico, dificultaram o escoamento de vinho produzido em campanhas anteriores. Com uma retoma ainda lenta, destilação e armazenamento são alternativas.

Segundo Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, em declarações ao Jornal do Centro (JC), no primeiro semestre do ano, comparando com igual período de 2019, houve uma redução de cerca de 70% das vendas.

Esta foi uma quebra generalizada em todo o país, pelo que o setor chegou à conclusão “que era necessário fazer qualquer coisa para que os stocks da campanha de 2019, que não tinha escoamento, pudessem ser escoados no sentido de evitar que houvesse demasiado vinho na época em que estivesse próxima a nova vindima”, explicou Arlindo Cunha.

Após negociações com o Governo português, a Comissão Europeia autorizou como soluções a destilação e o armazenamento de vinho, atribuindo ainda um apoio para minimização de prejuízos durante três meses.

Segundo Arlindo Cunha, na região do Dão a venda do vinho a um destilador credenciado não teve grande “expressão”. “Cerca de meio milhão de litros seguiram para a destilação”, ficando 1,5 milhões de litros como candidatados ao armazenamento privado. “A destilação é mesmo o último recurso para quem não consegue escoar o vinho e que está com dificuldades graves de liquidez”, explica. 

Orlando Lourenço, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Távora/Varosa, considera, segundo o JC, a destilação do vinho para álcool desinfetante como uma “boa solução” para escoar os excedentes da última produção.

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