A distrital de Viseu do Bloco de Esquerda diz, em comunicado, querer “fornecer instrumentos de denúncia às trabalhadoras e aos trabalhadores afetados e reunir informação relevante que permita a proteção dos empregos” através do portal despedimentos.pt .

Esta plataforma lançada pelo Bloco já recebeu muitas centenas de denúncias, incluído várias no distrito de Viseu, que a organização distrital diz estar a acompanhar, deixando vários exemplos.

Uma das empresas mais visadas pelas denúncias é a Visabeira, “a obrigatoriedade de uso de dias de férias para os funcionários da Cerutil (Sátão) a obrigatoriedade de gozo de férias para quem ficou em casa em assistência à família nos serviços administrativos, a negação do teletrabalho, solicitado e compatível, falta de meios de protecção individual e de programas eficientes de contenção nos escritórios que se encontram no Palácio do Gelo e, a acusação mais grave, a manutenção de trabalhadores a trabalhar a 100% estando estes em Layoff”.

Outras empresas referenciadas são a FNAC, que está a despedir os trabalhadores em período experimental sem cumprir o contrato, a Huf Portuguesa que está a suspender os contratos dos trabalhadores subcontratadas pela Ranstad e a Dimoldura que também usa a Ranstad para despedir os seus trabalhadores.

Mas também o sector público é visado, com os formadores do IEFP ficarem “em casa sem receber e sem saber quando voltariam ao trabalho que, em alguns casos, há décadas que é a recibos verdes. No Município de Tondela há relatos de assédio para obrigar os trabalhadores a entrar em férias”.

O BE acaba o comunicado dizendo que “o combate à pandemia do COVID-19 não pode servir de desculpa para a escalada de abusos laborais e de despedimentos agressivos, que mais não fazem do que fragilizar as famílias e consequentemente a economia e o país”, insistindo que “continuará a estar disponível para receber, acompanhar e apoiar denúncias, que poderão também ser feitas através do portal despedimentos.pt “.

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