Aristides de Sousa Mendes passou milhares de vistos, cerca de 30 000, a judeus que procuravam escapar ao extermínio nazi. Chegou mesmo a albergar refugiados na sua casa em Bordéus e na sua residência de Cabanas de Viriato. Estas atitudes levaram-no a ser destituído por Salazar em 1940.

Acabou por morrer a 3 de Abril de 1954, no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa, só e com imensas dificuldades financeiras.

Recebeu em 1987, a título póstumo, a Ordem da Liberdade, em 1989, a Assembleia da República reparou a injustiça que lhe fora cometida por Salazar, reintegrando-o no serviço diplomático por unanimidade e aclamação.

Em Bordéus, foi-lhe erguida, em 1994, uma estátua pelo papel que teve enquanto cônsul, numa altura onde o nazismo crescia na europa, salvando muitos refugiados da morte.

A 6 de Abril de 2005 foi homenageado nos Estados Unidos da América pela sua coragem e determinação em salvar judeus no tempo da Segunda Guerra Mundial, constando para sempre na Galeria dos Salvadores do Museu da Herança Judaica, em Nova Iorque.

Casa do Passal em Cabanas de Viriato com obras paradas

A Casa do Passal, também conhecida por “Vila de São Cristóvão”, em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, esteve ao abandono durante décadas, sendo considerada Monumento Nacional em 2011.

Em 2014 viu o seu exterior ser intervencionado (fachadas e cobertura) ficando todo o interior e caixilharias por recuperar, assim como o espaço envolvente.

Em 2015 o então secretário de estado, Jorge Barreto Xavier em visita à habitação do Cônsul, disse que as obras estariam concluídas em 2018.

Em 2017 foi assinado um protocolo, pelo então ministro da cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, que previa o investimento de 800 000 euros para a restante intervenção que deveria estar pronta em 2018 e que nunca aconteceu.

No ano passado, em resposta a pergunta do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, o governo diz que as obras aguardam aprovação de fundos comunitários do Programa Centro 2020.

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