O Interior do Avesso esteve à conversa com Tiago Miguel Martins Cláudio, que é Dirigente Sindical da STAL desde o ano passado, sendo que já exercia funções de Delegado Sindical enquanto assistente operacional do Município de Carregal Do Sal.

No STAL do distrito de Viseu já “não iam a eleições mais do que uma lista há 8 anos” e segundo o Tiago “os associados (…) votaram, a esmagadora maioria, na nossa lista, o que demonstra a confiança depositada em nós”.

Quando perguntámos o que o levou a entrar no mundo sindical, não hesitou em dizer que “devemos de forma persistente, ‘lutar’ pelos nossos direitos, reivindicar o que é nosso por lei”, relevando que a informação a que têm acesso é importante porque, “cada vez mais, no nosso dia a dia, vemos os nossos direitos serem violados, o que, nos tempos que correm, não deveria acontecer”.

Ainda no seguimento da última pergunta confessou que fica “triste ao verificar, com muita frequência, que as pessoas só se lembram dos sindicatos quando precisam, quando têm dúvidas ou quando o azar lhes bate à porta”, apelando à sindicalização, tendo assumido a missão de lutar por “sindicalizar mais juventude, mover mais jovens para o mundo sindical”, tendo assumido a pasta STAL Jovem.

Covid-19: Após passar a crise pandémica “não vai ser fácil, acreditem”

Quando a conversa chegou ao Covid-19, o Tiago Cláudio mostra otimismo, não tendo dúvidas que vamos, coletivamente, ultrapassar a pandemia que vivemos. Para ele a reação dos trabalhadores tem sido de, na maior parte, “preocupação, receio, respeito e de autoproteção, no entanto não deixa de achar “lamentável” ouvir de algumas pessoas “que se trata apenas de mais um vírus e que não se justifica tanto alarmismo”.

“O facto de alguma população ignorar a informação veiculada e agir como se nada estivesse a acontecer já é, a meu ver, uma grande irresponsabilidade e falta de civismo, pois estão a colocar a própria saúde em risco, bem como a dos outros”.

Sobre o papel das autarquias, e apesar das exceções, é uma situação nova e muito se tem tentado fazer para combater a pandemia, segundo ele contrastando com o sector privado. Quando confrontado com as denúncias que chegaram ao Interior do Avesso da imposição de férias no Município de Tondela, diz que a atitude do município “a ser verdade, é de lamentar, pois nestes momentos (…) temos de remar todos para o mesmo lado”.

Sobre as preocupações para os próximos tempos, e sobre a vaga de despedimentos de trabalhadores precários e temporários, relembra o “ano de 2008, a nível financeiro, pelos piores motivos”, deixando a mensagem clara que “quando começarmos a voltar à normalidade vai ser bem pior do que nessa altura”, desabafando “não vai ser fácil, acreditem”. Deixa o desejo de, “quando voltarmos, não sejam os trabalhadores a ter de pagar por tudo.

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