História da Panificadora projetada por Nadir Afonso em Vila Real dará lugar a um documentário

Panreal | Foto de Mila Abreu
A Panificadora “Panreal” de Vila Real, projetada por Nadir Afonso na década de 60 foi demolida no mês de fevereiro do presente ano para dar lugar a um supermercado, mesmo sob muitas críticas por parte da população, associações e partidos políticos. Agora, a história da Panificadora dará lugar a um documentário produzido pelo realizador José Paulo Santos, denominado “1965 – Panreal um Edifício de Nadir Afonso”.

José Paulo Santos, nascido em Coimbra e criado em Vila Real refere ao Público que “um país sem documentário é como uma família sem álbum de fotografia”. Nesse sentido, decidiu criar este documentário que terá como objetivo preservar a memória coletiva e homenagear o pintor e arquiteto Nadir Afonso no ano do seu centenário.

O realizador refere que “quando se deu a primeira demolição clandestina da Panreal, comecei a perceber que provavelmente aquilo iria mesmo acabar”. Esta demolição ocorreu em abril de 2017, quando uma parte da fachada foi destruída.

A contestação da população foi muita, desde a Associação Alter Ibi, ao movimento Nadir Afonso, aos quais se juntaram populares, na luta para que o imóvel tivesse classificação de Interesse Público ou classificação municipal.

Mesmo conhecendo a Panreal e sendo um espaço familiar, o realizador considera que foi transparente e que esse conhecimento “não interferia e tentava sempre manter-me à margem”.

O documentário começa com o barulho de uma máquina misturado com a voz de uma mulher “vergonha! Cobardes! É uma vergonha”, aquando da destruição do edifício em fevereiro sob o olhar revoltado e incrédulo dos cidadãos.

Este documentário já teve a sua antestreia em Vila Real e no próximo mês de dezembro será exibido na Universidade do Porto.

Relacionados:

Direção Regional da Cultura Norte dá parecer positivo à demolição da Panificadora de Nadir Afonso

Nadir Afonso: Demolição do Edifício da Panreal chega ao Parlamento

Património cultural. Ser ou não ser.

1 comment
Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Ler Mais

“Portugal é um país pobre porque paga salários pobres”

Em Viseu, Mariana Mortágua afirmou que “o que a direita apresenta como suposto modelo de crescimento é uma receita para o desastre”, e que “não há nenhum erro nem atraso da maioria absoluta que os partidos de direita não pretendam agravar”. Bloco quer aumento dos salários, leques salariais e dar mais força a contratos coletivos (Notícia de Esquerda.net)
Skip to content