As funcionárias da empresa Sinal Mais, que prestam o serviço de alimentação ao hospital privado CUF Viseu, protestaram esta quinta-feira (25 de fevereiro) para exigir o reforço do pessoal, pois estão sujeitas a 12 horas de trabalho. Se a situação não for resolvida ameaçam avançar com greve.

Segundo notícia do Jornal do Centro (JC), o protesto ocorreu na tarde de quinta-feira à porta do hospital privado. O principal motivo do protesto foi a jornada de 12 horas de trabalho a que as funcionárias estão sujeitas. As equipas de trabalho são neste momento apenas compostas por duas trabalhadoras, uma funcionária de refeitório e uma cozinheira, para todo o hospital.

Catarina Rodrigues, funcionária do refeitório na CUF Viseu, explicou que o trabalho desempenhado diariamente no hospital representa um “esforço muito grande” para apenas duas pessoas. “Ando 12 horas a trabalhar. Para um hospital inteiro, é um esforço muito grande. Embora nós já o façamos há muito tempo, andamos sempre a pedir mais um elemento para nos ajudar porque o trabalho é muito e até aumentou, mas não aumenta o pessoal. Continuamos com duas pessoas em cada equipa a suportar a alimentação do hospital”, afirmou ao JC.

A trabalhadora adiantou ainda que a situação já foi exposta à administração da CUF e à direção da Sinal Mais, sem qualquer tipo de resposta. “Escrevemos cartas pessoais à direção da CUF, que não nos disseram nada, e à direção da Sinal Mais. Ninguém nos responde sequer e nunca nos responderam”.

A cozinheira Olinda Rodrigues disse ao JC que trabalha todos os dias das 7h30 às 20h30 e que, mesmo que se considere uma “pessoa forte”, não esconde o desgaste com o trabalho acumulado, admitindo que “já estamos assim há bastante tempo”.

Afonso Figueiredo, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria do Centro, entende que o que se está a passar no Hospital CUF é ilegal, começando pelos horários que são praticados às trabalhadoras. “A empresa aplica esta carga horária de 12 horas ao abrigo de uma convenção coletiva de trabalho negociada entre a AHRESP e os sindicatos da UGT, mas também temos em paralelo uma outra convenção negociada com a CGTP e a FESAHT que não permite uma carga horária diária de mais de oito horas”, explicou ao JC.

Caso a situação não seja corrigida, as trabalhadoras irão avançar com outras formas de luta, que podem passar pela greve. As trabalhadoras aprovaram uma resolução que será dirigida às administrações da CUF e da Sinal Mais.

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