“Grande Ecovia do Tejo” apresentado no cais fluvial dos Lentiscais

O Bloco de Esquerda apresentou, no dia 7 de agosto, o seu Projeto de Resolução “pela criação da Grande Ecovia do Tejo, desde o Estado espanhol até Lisboa” no cais fluvial dos Lentiscais, junto ao rio Ponsul (afluente do rio Tejo), no concelho de Castelo Branco.

A iniciativa contou com a deputada do Bloco de Esquerda responsável pelo projeto, Fabíola Cardoso, e com alguns candidatos e candidatas autárquicas, nomeadamente os cabeças de  lista à Câmara e Assembleia Municipal e à Assembleia de Freguesia: Margarida Paredes, José Ribeiro e Sílvio Lopes, respetivamente.

Fabíola Cardoso, eleita pelo distrito de Santarém, mas com raízes no distrito de Castelo Branco, começou por referir que o projeto “foi aprovado na Assembleia da República”. O Bloco pretende “um caminho ciclável e pedonal que venha desde o Estado espanhol até Lisboa” cruzando-se assim com a EuroVelo, uma das grandes ecovias da Europa.

Um dos principais motivos para a apresentação desta proposta, por parte dos bloquistas, é o ambiental “porque a melhor proteção que um rio pode ter é a proximidade, o carinho, o conhecimento das populações que estão à sua volta. Ninguém quer viver perto de um esgoto”, afirmou a deputada.

“Esta ecovia tem também objetivos desportivos, de aumentar a prática desportiva, seja da caminhada, seja do percurso de bicicleta. Tem objetivos educativos porque os rios são recursos educativos, quer para a escola, quer para toda a aprendizagem que se faz fora das escolas”, sublinhou Fabíola Cardoso.

Por último, a parlamentar do Bloco falou “dos objetivos culturais, do património natural, mas também do património cultural, da pesca, da toponímia, das árvores, das tradições. Há também objetivos económicos, que se prendem com o aproveitamento turístico que é possível ter”.

Com a aprovação do projeto na Assembleia da República, este órgão de soberania “não defende uma nova ecovia ao lado do rio, o que pretende, e por isso é que este projeto é tão interessante, é interligar os percursos que já existem”, disse Fabíola Cardoso.

José Ribeiro, atual deputado municipal e 1º candidato do Bloco à Assembleia Municipal de Castelo Branco nas próximas eleições autárquicas, apresentou uma declaração da candidatura sobre o assunto, realçando “a importância que a Ecovia do Tejo terá para a nossa região, na economia, no desenvolvimento turístico, como meio de divulgação do património cultural, histórico edificado e arqueológico, na rede de transportes, na estruturação da rede ciclável, no conhecimento da natureza, na relação com os povos da margem espanhola do rio. A estratégia de desenvolvimento local também deve passar por este projeto”.

O candidato do Bloco lembrou que a região já usufrui “da Grande Rota do Zêzere que liga a nascente do rio que lhe dá nome, na serra da Estrela, à foz na vila de Constância. Podemos também admitir o projeto da rota dos Moinhos do Rio Ocreza, desde a Gardunha onde nasce até ao Rio Tejo, a seguir ao Fratel”.

Para a candidatura autárquica do Bloco em Castelo Branco, “esta infraestrutura também contribui para combater a desertificação. As políticas anteriores do executivo camarário revelaram um enorme desprezo pela natureza, pelo ambiente e pela fixação de populações”.

Para terminar, José Ribeiro, porta-voz da candidatura na iniciativa, afirmou que “a grande Ecovia do Tejo também contribui para a divulgação do território, obriga a uma maior atenção ao ambiente e uma relação completamente diferente com a natureza”.

O Projeto de Resolução, apresentado pelo Bloco de Esquerda, foi aprovado na Assembleia da República, no dia 22 de julho, com as abstenções do PS, PSD e PCP, com os votos contra do CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega.”

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