Anúncio do concurso para projetos de alargamento do IC6 de Tábua a Seia foi recebido com descrédito pelas populações, “promessas temos muitas”, dizem, após vários anúncios semelhantes no passado.

O concurso que agora é anunciado é para projeto a executar, de forma a englobar o prolongamento do troço existente do IC6 – Itinerário Complementar n.º6 – (Catraia dos Poços/Venda de Galizes), com início após o nó de ligação de Tábua e término no nó de Folhadosa (concelho de Seia), com ligação à EN17 – Estrada nacional n.º 17.

“Este troço funcionará como variante à atual EN17, constituindo-se como uma alternativa rodoviária mais segura e eficiente, que assegura ao tráfego de passagem o afastamento dos aglomerados urbanos existentes ao longo da estrada nacional”, refere o comunicado das Infraestruturas de Portugal.

Este concurso público, já em fase de receção de propostas, visa a contratualização do desenvolvimento das fases de projeto-base e projeto de execução, incluindo processo de avaliação ambiental. Após a adjudicação, a empresa responsável terá um prazo de 300 dias para o concluir o projeto de execução daquele sublanço do IC6.

Vários anúncios no passado geram desconfiança

As populações receberam o anúncio com descrédito, é generalizado o sentimento de desconfiança destes anúncios em ano de Eleições Autárquicas. Já em 2017, também ano de eleições para as autarquias locais, foram anunciadas as obras.

Foi ainda notado pela população que se expressa nas redes sociais, que este anúncio apenas se trata da aceitação de projetos. No processo passado, já estava anunciadas as obras, já havia projetos e até Estudos de Impacto Ambiental.

Pressão para o avanço desta conclusão é exigido por muitos

Em comunicado conjunto das distritais de Coimbra, Guarda e Castelo Branco do Bloco de Esquerda, em fevereiro do ano passado, dizem que a conclusão desta ligação é “ fundamental para o desenvolvimento da região e na ligação de duas partes da Serra da Estrela, poderá encurtar o tempo de viagem entre as vários concelhos da região e ainda vai ajudar no transporte de doentes e mercadorias, que não raras vezes são obrigados a deslocar-se ao litoral, nomeadamente a Coimbra para aqui darem continuidade aos seus tratamentos.”

Também os municípios de Seia e Gouveia (distrito da Guarda), Covilhã (Castelo Branco), Viseu, Carregal do Sal, Nelas e Mangualde (Viseu), e Coimbra e Oliveira do Hospital (Coimbra) se juntaram para reclamar a conclusão desta obra, mas também do IC7, do IC37 e IC12.

O IC6, com início no IP3, em Penacova, está pensado para ligar Coimbra à Covilhã através do interior do distrito de Coimbra e da encosta sul da Serra da Estrela, mas parou no nó de Tábua em 2010.

Em março de 2017, ano de eleições autárquicas, o Governo anunciou que seriam investidos 38 milhões de euros no prolongamento do IC6, entre os concelhos de Tábua e Seia.

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