Mangualde: “Não há uma resposta imediata para os problemas de saúde para além da pandemia”

Fotos de Carolina Gomes
Marisa Matias frisou que “não havendo um SAP em Mangualde, obriga as pessoas a deslocarem-se num contexto em que há mais limitações de deslocação e onde se pede às pessoas para se protegerem”. 

Marisa Matias esteve hoje, 19 de novembro, numa ação onde colocou uma faixa com o movimento “Mangual em Movimento”, no Centro de Saúde de Mangualde. Também foram discutidos assuntos relacionados com o Serviço de Atendimento Permanente (SAP), que  encerrou quando começou a pandemia. 

A candidata à presidência da República referiu que “os utentes têm de se deslocar a Viseu e não há resposta imediata aos problemas para além da pandemia. Nós precisamos de garantir que o Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista da nossa democracia, está bem equipado, está bem distribuído pelo território e que responde às populações”.

“Não haver aqui SAP obriga as pessoas a deslocarem-se, num contexto em que há mais limitações de deslocação e onde é pedido às pessoas que se salvaguardem. É por isso que estas pessoas e este movimento se está a organizar para garantir que voltam a ter um SAP. Há uma promessa ainda não cumprida para reforçar as horas de atendimento, mas os acidentes e as doenças não têm horas para acontecer”, frisou Marisa Matias.

David Santos, porta-voz do movimento “Mangual em Movimento”, que acompanhou a visita apontou como reivindicações a reabertura do SAP “na sua plenitude”. Referiu que “é preciso que todos os utentes que se servem deste centro de saúde se mobilizem, se tornem visíveis para que de facto alguma coisa possa acontecer”. 

O mangualdense afirmou que “este movimento tem pouco tempo, mas nasce desta necessidade imperativa das pessoas de Mangualde se mobilizarem para que esta sangria constante dos serviços públicos do interior não continue.”

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