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Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, afirmou hoje na Covilhã que regionalização “é um processo que tem de ser amadurecido e ponderado”.

Questionada hoje num evento na Covilhã, Ana Abrunhosa, assumiu-se como “defensora da regionalização” e afirmou que gostaria que o processo avançasse nesta legislatura. Porém, “é um processo que ainda divide os portugueses”, disse a ministra, que defende que este tem de ser um processo “coletivo e que deve ser agregador dos portugueses”.

Apesar destas declarações, e do primeiro-ministro António Costa ter afirmado que a regionalização seria um assunto a tratar na atual legislatura, o deputado do PS António Gameiro afirmou ainda há dias em plenário que a regionalização não está ainda em debate, nem no Parlamento, nem no País. Porém, este assunto esteve no centro do debate no Congresso da Associação Nacional de Municípios que decorreu nos dias 29 e 30 de novembro em Vila Real.

Em Vila Real o tom dos discursos pode resumir-se com as declarações que Ana Abrunhosa fez hoje na Covilhã, dizendo que “o Estado desconcentrado é uma maneira de consolidar essa descentralização, de permitir perceber as vantagens dessa descentralização e de se passar para a regionalização acautelando os receios que muitas pessoas ainda têm em relação à regionalização”.

Para José Maria Cardoso, deputado do Bloco de Esquerda, as iniciativas do PS vão no sentido contrário da regionalização, com propostas como o aumento das competências das CIMs.

De sublinhar que em 2018 foi criada uma comissão independente para a descentralização, liderada pelo ministro João Cravinho, que no seu relatório final identifica Portugal como um país demasiado centralista, e defendendo a criação de regiões administrativas por eleição direta.

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