Foto de Miranda Douro | Facebook

Os comerciantes do concelho de Miranda do Douro estão a sofrer um enorme impacto com o encerramento da fronteira com Espanha. Devido à pandemia da covid-19 os Governos Português e Espanhol encerraram a fronteira e desde esse encerramento que houve quebras muito acentuadas no comércio e na hotelaria, numa cidade muito dependente do turismo espanhol.

Segundo o que César João, presidente da Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD) referiu à Lusa “Com o encerramento da fronteira com Espanha devido às medidas de contingência provocadas pela covid-19, se não forem tomadas medidas pelo Governo, antevemos uma verdadeira catástrofe para a economia deste concelho e para a cidade em particular”.

O representante do comércio e indústria refere que o concelho de Miranda do Douro pode servir até 5000 refeições diárias, tendo capacidade hoteleira de 800 camas. Este concelho depende bastante dos turistas espanhóis, que costumam dinamizar as mais diversas lojas do concelho, desde o vestuário, ao têxtil, alimentação ou material desportivo.

Para César João “Os números apontados não podem ser direcionados apenas para o mercado de uma cidade fronteiriça com cerca de 2.500 habitantes. Seria imperioso, para evitar uma catástrofe económica, que o Governo, dentro das medidas de segurança e higiene possíveis, fosse abrindo gradualmente a fronteira com Espanha”.

Defende ainda que a abertura da fronteira “foi uma verdadeira revolução para a economia local”, tornando Miranda do Douro “numa cidade atrativa do ponto de vista turístico e comercial e com alguma pujança económica”.

Já para José Mesquita, que possui um espaço comercial na cidade “Não há ninguém. O Governo tomou medidas para que o pequeno comércio abrisse portas. Mas abrir para quem? Se não há turismo e se a fronteira com Espanha está fechada, só temos despesa em manter a porta aberta”, segundo declarações à Lusa.

Escrito por JL

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