“Precisamos urgentemente de estar melhor preparados para enfrentar no futuro este tipo de crises”

Club de Vila Real
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Foto por Club de Vila Real | Facebook
A cultura em crise: a cultura é um dos sectores mais afetados pelas consequências da crise pandémica. O Interior do Avesso entrevistou Luís Cardoso, presidente, responsável e programador da Associação Club de Vila Real, sobre as dificuldades, desafios e expectativas futuras.

O Club de Vila Real é uma associação cultural, desportiva e recreativa com 125 anos de história. Promove concertos, residências, exposições e workshops e “foi um dos primeiros espaços a anunciar o seu encerramento como medida de precaução devido ao início da pandemia em Portugal, estando encerrado desde o dia 9 de Março.”

A situação provocada pela pandemia colocou o programador “numa situação muito complicada e difícil, visto que a minha atividade e trabalho parou, e ainda não existem perspectivas para espaços como o Club de Vila Real possam voltar com a sua actividade normalizada.”

Luís Cardoso considera que se vivem tempos “muito difíceis, principalmente para todas as pessoas que antes da pandemia já se encontravam em situações difíceis e trabalhos precários, sendo que viram a sua situação agravar-se com esta crise pandémica.”

A nível pessoal, a crise permitiu-lhe “parar um pouco, e de certa maneira deu-me tempo para repensar o que gostaria de fazer daqui para a frente.”

Apesar da ausência de rendimento durante meses e de ter visto a “actividade parar por completo”, Luís Cardoso quer acreditar e vai “trabalhar para que no futuro consiga desenvolver outros projectos e trabalhos” que anteriormente não conseguiu “por falta de disponibilidade.”

Para minimizar a crise, “que é mundial e praticamente transversal a todas as pessoas e actividades”, Luís considera que “as possíveis soluções passam por medidas concretas por parte dos nossos governantes para primeiramente apoiar e ajudar quem se encontra em situação de pobreza e devido a esta crise pandémica perdeu parte ou a totalidade dos seus rendimentos.” Neste momento, no seu entender, “existe mais do que nunca o dever de o Governo ajudar estas pessoas”.

Mas os efeitos da crise não se esgotam agora, é nesse sentido que “futuramente este e outros governos” devem preparar “medidas e ações que previnam este tipo de pandemias e contágios globais, precisamos urgentemente de estar melhor preparados para enfrentar no futuro este tipo de crises.”

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