Foto por Pinhelense, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons

O Ministério Público ainda não concluiu o inquérito sobre o trágico incêndio que decorreu no concelho de Tondela, na Associação de Vila Nova de Rainha, faz hoje (13 de janeiro) três anos. Já estão planeados novos edifícios para Vila Nova da Rainha e para Gandara.

O presidente da coletividade, Jorge Coimbra, é o único arguido do caso, podendo vir a ser acusado de homicídio por negligência pela morte de 11 pessoas a 13 de janeiro de 2018. O incêndio fez ainda 38 feridos.

Os magistrados continuam a trabalhar no processo, que ainda não tem acusação nem data prevista para o arquivamento, diz o Jornal de Notícias, mas estará para breve, diz o Jornal do Centro.

Segundo a comunicação social, “os herdeiros dos mortos e os hospitais já receberam os 45 mil euros relativos ao seguro de responsabilidade civil e também mais 1.000 euros para evitar o arrastamento do processo”.

Presidente de Junta quer Fim do Processo

Em notícia do Jornal do Centro (JC) diz que o presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Rainha “lamenta que ainda não haja uma decisão judicial sobre o processo“.

Em declarações ao JC o presidente da Junta, Ventura Gonçalves, diz que o processo já devia estar concluído e considera que não deviam ser apuradas as responsabilidades pelo incêndio.

“Eu acho que se deviam minimizar os estragos e que as pessoas não deviam ser responsabilizadas a esse ponto, porque estavam ali de boa-fé e a fazerem o seu trabalho. Acho que deviam resolver isso o mais depressa possível, porque há pessoas que precisavam de ajuda e até alento, e acabar com o impasse e o sofrimento destas pessoas que estão a serem responsabilizadas por isso, porque acho que ninguém agiu por má-fé. Todos os elementos da Associação, incluindo o presidente, estão a sofrer muito com isto”, afirmou ainda.

Novas Associações em Vila Nova da Rainha e Gandara

A Associação de Vila Nova da Rainha nunca mais reabriu desde o incêndio, e o presidente da Junta de Freguesia diz, segundo o JC, que vai ser construída ainda este ano “uma nova associação junto àquela que ficou destruída e ainda uma outra associação na localidade de Gandara, que também está sem coletividade”.

A demora na construção deve-se, segundo Ventura Gonçalves, devido ao processo de decisão de construir sedes em ambas as localidades.

A tragédia aconteceu durante um torneio de sueca

Tudo aconteceu depois de ter deflagrado um incêndio no teto do edifício da associação, enquanto decorria um torneio de sueca. Nas declarações prestadas há 3 anos, as autoridades acreditavam que o incêndio terá sido originado por uma salamandra.

Após ter sido dado o alerta do início do incêndio, os participantes começaram a sair, momento em que houve uma explosão que fez com que o teto desabasse. O quadro elétrico também explodiu, deixando o edifício sem luz.

Uma das pessoas terá tropeçado levando a que outras caíssem, acabando por bloquear a porta de saída. A associação não tinha extintores.

Segundo o JC, a Câmara de Tondela “vistoriou 103 sedes de associações e detetou falhas em 71, dando 400 mil euros para a correção dos problemas detetados”. Relatam ainda que fonte da autarquia “explicou que, apesar das intervenções já terem sido feitas, o processo ainda não foi concluído porque não foram feitos simulacros com os bombeiros, o que não foi possível devido à atual pandemia”.

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