Em audição da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar ao presidente do Observatório Técnico Independente (OTI), Francisco Rego, a deputada do Bloco de Esquerda, Fabíola Cardoso, questiona quais podem ser as soluções para reduzir a área ardida no país. 

Em resposta às perguntas da deputada, o Francisco Rego referiu que continua a não haver “uma visão global do tipo de floresta que queremos e onde a queremos” e que “na grande maioria dos casos o que se vê é a regeneração natural das espécies, o eucalipto com muita facilidade, o pinheiro com menos facilidade.” 

O presidente do OTI acrescentou ainda que “não aproveitamos a oportunidade [incêndios de 2017] para melhorar o sistema com introdução de outros tipos de espécies, como árvores autóctones.”

Na opinião de Francisco Rego, uma solução para os problemas de ordenamento florestal do país poderá passar por um financiamento “muito majorado” a proprietários que optem por espécies autóctones de crescimento lento, à semelhança do que ocorre noutras áreas produtivas em que o Estado “paga a diminuição de produção por alteração das opções produtivas”.

A deputada Fabíola Cardoso e o deputado Ricardo Vicente, do Bloco de Esquerda, têm participado nas audições desta comissão da Assembleia da República à atuação do Estado na atribuição de apoios na sequência dos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande e outros concelhos da zona do Pinhal Interior. Mas para além da questão dos apoios, os trabalhos têm permitido deslindar problemas do território e ouvir soluções que podem contribuir para a redução da área ardida no país.

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