Acontece este sábado, dia 22 de Junho, na Covilhã, o 1º Fórum Nacional de Ambiente e Lítio – A Problemática do Lítio no Contexto Nacional.
Este evento é organizado pela Quercus e pretende reunir “movimentos populares organizados por todo o país, preocupados com os impactes ambientais e sociais da exploração de minério nas suas regiões” e tem como objetivo discutir os impactos da mineração no meio natural e nos ecossistemas, e a desmistificação do papel do lítio na descarbonização e na mobilidade sustentável.
Em comunicado a Quercus afirma que “o Governo de Portugal, bem como as diversas empresas requerentes de direitos de prospeção e exploração, têm sido omissos em explicações, principalmente no que diz respeito à incompatibilidade entre o modelo base de mineração preconizado, assente em metodologias ultrapassadas, com elevados índices de emissões poluentes. Os impactos ambientais desta indústria do passado são antagónicos à política de crescimento verde e à agenda verde”, sendo imperativo apoiar a luta das populações locais no sentido de travar os projetos de mineração a céu aberto que considera “extremamente danosa para o ambiente e para as populações”.
Para além do Fórum deste fim-de-semana a Quercus prepara ainda o lançamento da plataforma “Alerta Lítio”, que pretende “parar com os projetos e propostas de exploração de lítio em Portugal”, e irá lançar também uma petição pública “Alerta Lítio — Contra a Extração e Mineração de Depósitos Minerais em Portugal”, para “impor uma discussão nacional alargada sobre os impactos ambientais severos induzidos pelos processos e procedimentos de exploração e extração de minérios”.
Ainda este mês a associação ambientalista “apresentou denúncia formal à UNESCO, relativa à ameaça severa que representa a intenção de instalação de duas minas de lítio a céu-aberto” na região do Barroso designado pela Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) como Património Agrícola Mundial.

(Escrito por MFS)

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