Todas no interior do país, nos concelhos de Vinhais (8) Mogadouro (7), Mértola (4), Idanha-a-Nova (1), Miranda do Douro (1), Chaves (1), Alcoutim (1) e Ourique (1), e com o alerta do Banco de Portugal: são os mais idosos e menos favorecidos economicamente que ficam a perder.

O Estudo do Banco de Portugal identificou as freguesias com maior distância em relação a uma caixa automática ou agência bancária, encontrando-se “atualmente a mas de 15 quilómetros do ponto de acesso a numerário mais próximo” ou a mais de 10 quilómetros para os municípios “onde cada caixa automática serve, em média, mas de 100 quilómetros quadrados de território”.

Perante as perspetivas de redução das redes de caixas automáticos e balcões, o Banco de Portugal alerta “para a necessidade de se estruturar uma resposta que salvaguarde o acesso da população a notas e moedas” e lembra que o numerário continua a ser a forma de pagamento mais utilizado em Portugal e a única usada “por segmentos mais vulneráveis da população”. 

O numerário tem um maior peso junto das pessoas com “mais de 45 anos”, com “rendimentos médio mensal entre os 300 e os 449 euros”, com “menor nível de instrução” e que vivem maioritariamente nas regiões autónomas da Madeira e Açores, no Alentejo e no Norte.

O estudo revela que existem 55 freguesias com uma distância superior a 10 quilómetros da caixa ou agência mais próxima, 27 no distrito de Bragança, e que a maior distância, em linha reta, entre a freguesia e um destes pontos de acesso a numerário e de 17 quilómetros.

Tudo isto acontece num país onde existiam, em 2019, 11.645 ATM (14.318 em 2010) o que corresponde a 1,4 caixas automáticas por cada 1.000 habitantes, um rácio significativamente superior à média dos países da zona euro.

O comunicado do Banco de Portugal dá ainda nota que a “circulação de notas” aumentou no contexto da pandemia de covid-19, “apesar da forte quebra registada nos levantamentos”.

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