No início de Março, 70 trabalhadores da empresa têxtil Confama – Confeções, Lda., na sua maioria mulheres, viram-se obrigados a suspender os seus contratos de trabalho devido a salários em atraso.

A empresa sediada em Famalicão da Serra, concelho da Guarda, disse à Lusa que no arranque do mês de março, a administração “não tinha trabalho para dar aos trabalhadores e, então, por iniciativa própria, as pessoas entregaram cartas de suspensão de contrato por falta de pagamento, porque havia parte do ordenado de janeiro em falta” e também o salário de fevereiro.

Esta situação foi denunciada pelo Grupo Municipal do Bloco de Esquerda–Guarda juntamente com a Comissão Coordenadora Distrital da Guarda, que manifestaram a sua solidariedade para com todos os trabalhadores e asseguram o acompanhamento do caso.

Mariana Mortágua reúne com ex-trabalhadores da Confama

No passado dia 18 de março, numa reunião pública que reuniu os trabalhadores no desemprego com Mariana Mortágua, Deputada do BE na Assembleia da República, Bárbara Xavier candidata às europeias 2019 e dirigentes da Distrital da Guarda do BE.
Durante a Reunião, onde também esteve presente o Presidente de Freguesia de Famalicão e membros do Sindicato do Setor Têxtil da Beira Alta, a Deputada Bloquista ouviu com muita atenção as várias denúncias dos trabalhadores na sua maioria mulheres, sobre as péssimas condições de trabalho, como por exemplo da falta de higiene e aquecimento na fábrica. Foram também feitas várias denúncias sobre a forma como a empresa era gerida, que segundo os trabalhadores, ao longo dos anos a empresa não investiu em novas máquinas, nem em formação e que foram vários os momentos menos bons, havendo meses que tiveram o salário em atraso ou mesmo sem receber. Neste momento têm cerca de dois meses por receber e estão muito preocupadas com o futuro, estando prontas para lutar pelos seus direitos.

Ouvidas as reclamações e anseios de todos os presentes, Mariana Mortágua, afirmou que apesar de o Bloco não ter nenhum deputado eleito pela Guarda, disponibiliza-se para dar voz à Luta dos Trabalhadores/as, afirmando que vai questionar o Governo se nos últimos anos a empresa Confama chegou a receber fundos de recapitalização nacionais e europeus, e de que forma foram investidos. Vai também querer saber como foram tratadas as queixas feitas à Autoridade para as Condições do Trabalho.

O setor têxtil no concelho da Guarda tem vindo a sofrer o pior cenário dos últimos anos, com vários trabalhadores a enfrentar o desemprego, criando situações de verdadeira angústia nesta região, quer a nível social como a nível económico.

(Escrito por MFS)

Deixe o seu comentário

Skip to content