Trabalhadores de call-centers em greve pela integração nos quadros das empresas

Para Arménio Carlos, este é um “exemplo concreto de exploração” de que o Governo é cúmplice. De acordo com dados da organização a adesão em territórios do Interior foi significativa, com valores de 60% nos distritos da Guarda, Viseu e Lamego, e subindo para 75% em Castelo Branco.

O secretário-geral da CGTP e a deputada bloquista marcaram presença na concentração de trabalhadores dos call-centers, que teve lugar em frente ao edifício da NOS, no Campo Grande, em Lisboa. Os protestos estenderam-se a cidades como o Funchal, Beja, Castelo Branco e Porto. De acordo com dados da organização a adesão em territórios do Interior foi significativa, com valores de 60% nos distritos da Guarda, Viseu e Lamego, e subindo para 75% em Castelo Branco.

Em declarações aos jornalistas, Arménio Carlos afirmou que estamos perante um “exemplo concreto de exploração” e de agravamento das desigualdades e que o Governo, que tem conhecimento deste “antro de precariedade”, ao não implementar medidas que combatam efetivamente a precarização laboral, torna-se cúmplice desta situação.

O secretário-geral da CGTP explicou que, na base da paralisação está o facto de estes trabalhadores reivindicarem a integração nas empresas para as quais trabalham realmente, como a MEO, NOS, Vodafone, EDP ou até a Segurança Social, bem como a garantia de melhores condições de trabalho.

Isabel Pires voltou a reforçar a solidariedade do Bloco com a greve dos trabalhadores dos call-centers, lembrando que em causa estão centenas de milhares de trabalhadores que são recrutados por empresas de trabalho temporário ou de outsourcing e não têm vínculo laboral com a empresa para a qual, efetivamente, prestam serviço.

A deputada bloquista frisou que esta situação, muitas vezes, se prolonga durante décadas e que tem como objetivo embaratecer o trabalho e desresponsabilizar os grandes grupos económicos do cumprimento das suas obrigações destacando ainda que é cada vez maior o número de trabalhadores numa relação laboral caracterizada pela precariedade, pela desregulação e pela degradação das condições de trabalho.

De acordo com Isabel Pires, “o combate ao falso outsourcing e ao falso trabalho temporário, como acontece nestas empresas, é essencial”.

Artigo publicado em Esquerda.net

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