Cartão vermelho à DGS e ao Governo

A DGS e o governo merecem levar um cartão vermelho decorrente da organização do jogo de futebol da Champions League entre dois clubes ingleses realizado na cidade do Porto no último fim de semana.

Tal como referiu Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, em antecipação ao sucedido “É incompreensível permitir a outros aquilo que os portugueses estão impedidos”.

Não se pode pretender que os portugueses e as portuguesas tenham determinado tipo de hábitos preventivos no que diz respeito ao controlo da pandemia da Covid-19 e ao invés permitir que uma cidade seja literalmente invadida por milhares de ingleses que desrespeitam por completo todas as indicações das autoridades portuguesas sem sofrerem nenhum tipo de consequências.

É inaceitável, talvez mesmo inacreditável a forma como os portugueses são tratados de forma discriminatória relativamente à permissibilidade com que os ingleses são tratados em Portugal.

Desacatos, ruído ilimitado, violência de rua, polícias gravemente agredidos, agressões verbais a residentes, serventes e proprietários de bares e restaurantes, etc. etc., foram prática habitual durante o período de tempo em que os ingleses aterraram na cidade do Porto até á sua saída de território nacional.

Por todas estas razões estamos profundamente indignados com as autoridades nacionais competentes pela segurança nacional e pela saúde pública nacional devido ao facto de estas entidades terem promovido e permitido os crimes e atentados sanitários perpetrados contra a população portuguesa ao permitirem a organização deste evento em Portugal.

Previsibilidade, organização, consciência do inevitável, tudo deveria ter sido considerado nesta operação Champions League, muito mais quando está em causa toda a saúde da população de um país que muito recentemente sofreu com a morte de muitos familiares e amigos.

Crime, dizemos nós. (Crime, we say.)

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Economista
Residente na cidade de Chaves
55 Anos

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