Vigilantes da Natureza: sindicato ameaça greve em defesa da revisão da carreira

Fotos por SNPC
Vigilantes da Natureza do SNPC – Sindicato Nacional da Proteção Civil estiveram hoje concentrados junto à Assembleia da República, em defesa da revisão da carreira profissional. Nelson Peralta, deputado do Bloco de Esquerda, ouviu as preocupações e reivindicações dos Vigilantes.

Segundo notícia da Lusa, o SNPC ameaçou avançar com greve se o silêncio da tutela continuar. “Queremos que o Ministério do Ambiente e da Ação Climática apresente uma proposta de revisão da carreira profissional dos Vigilantes de Natureza. Se não houver resposta a esta concentração, no final do mês provavelmente fazemos greve”, disse o secretário-geral do sindicato, Costa Velho.

Sobre este assunto, o SNPC já reuniu em outubro de 2020 com João Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, que prometeu então apresentar uma proposta de carreira até ao final desse mesmo mês, lembrou o representante do sindicato. “Fazem-nos promessas e não cumprem. Sentimo-nos esquecidos, ignorados e enganados”, acrescentou o dirigente à Lusa.

Costa Velho lembrou ainda que apesar de já terem sido feitos dois pedidos de reunião, ainda não obtiveram resposta. “Os vigilantes da natureza são a voz da natureza. No entanto, somos tão ouvidos como os últimos lobos encontrados mortos. A nossa carreira está à beira da extinção, precisamos de ser ouvidos”.

As reivindicações do sindicato incluem a revisão da carreira de Vigilante Florestal, que não é revista há 20 anos, a valorização dos salários e o aumento do número de efetivos, estimando que existam apenas cerca de 230 trabalhadores espalhados pelo país.

Estes profissionais asseguram um vasto conjunto de ações que visam a conservação da natureza e a preservação dos espaços florestais, como a vigilância, a fiscalização, a monitorização e a sensibilização nas áreas classificadas do país. Para além das áreas classificadas, o seu papel é crucial para a recuperação e proteção das florestas autóctones, dos solos e das zonas húmidas, ações fundamentais na mitigação dos efeitos da crise climática e ambiental.

Bloco apresentou proposta para revisão da carreira de Vigilante da Natureza, mas PS votou contra

Recentemente, o Bloco de Esquerda apresentou o Projeto de Resolução 701/XIV/2, para revisão da carreira de Vigilante da Natureza e contratação de efetivos suficientes. A proposta foi chumbada em fevereiro com o voto contra do PS e a abstenção de PSD e IL.

Na proposta, o Bloco considera que “a reivindicação da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza de ‘criação de condições organizativas e de trabalho dignas e funcionais, bem como o efetivo enquadramento das funções dos Vigilantes da Natureza por objetivos de fiscalização, vigilância e monitorização emanados da legislação em vigor e orientados por critérios de planeamento e eficiência’ não só se reputam de elementar justiça como contribuem para uma proteção eficaz do ambiente em Portugal.”

Nesse sentido, o partido defende a revisão e regulamentação da carreira de Guarda e Vigilante da Natureza, o diagnóstico das necessidades de reforço das equipas de Vigilantes da Natureza, com o objetivo de alcançar os objetivos previstos na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 e a contratação de Vigilantes da Natureza, colmatando as necessidades de reforço identificadas.

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