Urgências Pediátricas de Viseu fecham em horário noturno a partir de 1 de junho

Agravamento das condições poderá levar, “no futuro, a uma situação extrema de encerramento do bloco de partos”, diz o Bloco de Esquerda, em comunicado, onde se compromete a questionar o governo.
Hospital de Viseu. Foto Interior do Avesso

As Urgências Pediátricas do Hospital de São Teotónio, em Viseu, passarão a encerrar em horário noturno, a partir do dia 1 de junho, informou a ULS Viseu-Dão Lafões esta segunda-feira, dia 20 de maio.  

A ULS justificou a decisão com a manutenção normal dos serviços do Bloco de Partos de Ginecologia-Obstetrícia e Neonatologia, dada a saída de dois médicos internos da urgência e devido ao concurso nacional para a contratação de médicos recém especialistas ainda não ter acontecido.

Esta decisão decorre na sequência da implementação do Plano de Contingência da Urgência Pediátrica que, desde o dia 1 de março, efetivou o encerramento das urgências pediátricas de Viseu nos períodos noturnos entre quinta-feira e domingo. 

Já em 2023, durante o verão, as urgências de Viseu tiveram de recorrer a prestação de serviços de pediatras de outros hospitais. Para este serviço, o concurso do ano de 2023 ficou deserto e a situação ter-se-á agravado desde então.

Em comunicado, a distrital de Viseu manifestou preocupação com a “desestruturação em curso do Serviço Nacional de Saúde”, alertando para o facto de as urgências mais próximas, com pediatras, se situarem “a 80 km, em Aveiro e na Guarda, ou em Coimbra, a 90 km, implicando deslocações em serviços ainda portajados ou em obras, no caso do IP3”. A distrital manifestou ainda preocupação com um possível agravamento das condições de outros serviços de saúde em Viseu, como o bloco de partos, que pode estar em risco. Esta é já a realidade no bloco do Hospital de Sousa Martins, na Guarda, que enviou, no verão de 2023, 178 partos para Viseu.

O Bloco já fez saber que apresentará, através do Grupo Parlamentar, uma questão ao Governo e propõe “um regime de exclusividade, de adesão voluntária para todos os trabalhadores do SNS, com majoração dos seus salários em 40%”, que permita captar profissionais.

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