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De acordo com o estudo, cujos dados são relativos a 2020, 67% dos jovens consideram legítima a violência no namoro, dos quais 26% acham legítimo o controlo, 23% a perseguição, 19% a violência sexual, 15% a violência psicológica, 14% a violência através das redes sociais e 5% a violência física

Dados do dizem que quase sete em cada dez jovens que participaram num estudo sobre violência no namoro acham legítimo o controlo ou a perseguição na relação. Quase 60% admitiram já ter sido vítima de comportamentos violentos.

Os dados são de um estudo da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, no âmbito de um programa (Arthemis+) de prevenção primária de violência de género, que envolveu 4598 jovens de escolas de todos os distritos do continente e ilhas, dos 7.º ao 12.º anos de escolaridade.

Os dados são relativos a 2020, e dizem que 67% dos jovens consideram legítima a violência no namoro, dos quais 26% acham legítimo o controlo, 23% a perseguição, 19% a violência sexual, 15% a violência psicológica, 14% a violência através das redes sociais e 5% a violência física.

Os jovens do estudo tinham a média de idades de 15 anos e 25% acham aceitável insultar durante uma discussão, outros 35% que é aceitável entrar nas redes sociais sem autorização, 29% que se pode pressionar para beijar e 6% entendem mesmo que podem empurrar/esbofetear sem deixar marcas.

No que diz respeito às diferenças por género, é sempre por parte dos rapazes que a legitimação é maior, com destaque para o comportamento “pressionar para ter relações sexuais”, em que a legitimação entre os rapazes (16%) é quatro vezes superior à das raparigas (4%).

Por outro lado, no que diz respeito aos indicadores de vitimação, o estudo da UMAR mostra que 58% dos jovens inquiridos admitiram já ter sofrido de violência no namoro, havendo 20% que admitiram ter sofrido violência psicológica, 17% terem sido vítimas de perseguição ou ainda 8% que foram vítimas de violência sexual.

Os indicadores de vitimação mais frequentes são insultar durante uma discussão (30%), proibir de estar ou falar com os amigos (23%) ou incomodar/procurar insistentemente (17%).

Também na vitimação há uma diferença de género, com uma prevalência de vítimas entre as raparigas, sobretudo na violência psicológica (22%), perseguição (19%) ou controlo (15%).

O relatório completo pode ser consultado aqui.

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