Marisa Matias, José Soeiro e a cuidadora informal Maria dos Anjos Catapirra juntam-se num debate sobre as respostas políticas que fazem a diferença. Transmissão em direto no facebook do Esquerda Net e retransmitido no Facebook do Interior do Avesso a partir das 21h30, com intérprete de Língua Gestual Portuguesa.

Em declarações ao esquerda.net, o deputado José Soeiro e a eurodeputada Marisa Matias explicam o que é pretendido com o debate agendado para esta sexta à noite e que conta ainda com a participação de Maria dos Anjos Catapirra, Cuidadora Informal e dirigente da Associação Nacional de Cuidadores Informais.

“A crise do COVID é, paralelamente a uma crise sanitária, uma crise dos cuidados. Ficou exposto como as funções essenciais para a manutenção da vida são as que se prendem com os cuidados – saúde, educação, alimentação, apoio”, sinalizou José Soeiro.

De acordo com o deputado, “este momento confronta-nos com a importância dos profissionais e serviços públicos dos cuidados, mas também com as suas carências, desinvestimento e com a insuficiência da provisão pública”. José Soeiro deu o exemplo do “caso dramático do apoio aos idosos”.

O dirigente bloquista destacou ainda que, por outro lado, “estamos a viver este processo num contexto em que as modalidades de cuidados informais nem sempre podem ser acionadas, por causa do distanciamento social e físico, e em que os cuidadores continuam a não ter a funcionar na prática o seu estatuto e os apoios que deviam existir desde este mês, e que estão paralisados com a emergência sanitária”.

“No entanto, nunca como hoje os cuidados foram tão evidentemente centrais”, frisou, adiantando que “é sobre isto, e as respostas políticas que implicam”, que o Bloco quer debater.

“Em temos de crise pandémica, não podemos deixar ninguém para trás”

“Em temos de crise pandémica, não podemos deixar ninguém para trás”, defendeu, por sua vez, Marisa Matias, enfatizando que “sabemos bem como as desigualdades se agravam e como a população mais vulnerável é mais afetada”.

“Entre essa população estão os cuidadores e as cuidadoras informais a quem falta a justiça e o reconhecimento”, acrescentou, lembrando que “as parcas promessas já aprovadas ficaram por terra”.

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