Foto por Museu do Douro | Facebook

O Arquivo do Museu do Douro é composto essencialmente por livros e documentos sobre a história das quintas, onde constam registos de negócios de vinhos desde o século XVI. 

O arquivo do Museu do Douro, no Peso da Régua, distrito de Vila Real, é, segundo artigo do JN, composto por “um quilómetro linear de milhares de documentos”. Este arquivo é apenas uma parte do acervo daquele que é o primeiro museu de território criado no país, por lei da Assembleia da República de 1997.

Algumas quintas confiaram ao museu, aberto desde 2008, as suas histórias, procurando “preservação da memória, mas também que fique disponível para quem estuda a história do Douro”, refere ao JN Natália Fauvrelle, coordenadora dos Serviços de Museologia do Museu do Douro.

Além de documentos, há quem tenha oferecido objetos ligados às profissões do Douro, obras de arte e até uma pequena quinta, conta Natália Fauvrelle: “como não tinha descendentes, a Dona Irene Viana Pinto deixou-nos em legado uma casa com todo o recheio e com uma vinha. Fica na Presegueda no, concelho de Régua”. A casa e os objetos “estão a ser estudados e mais tarde poderá ser aberta a visitas”, a vinha “foi arrendada, pois o Museu não tem capacidade para a granjear”.

Também foi oferecido ao Museu do Douro todo o recheio de uma capela do Casal Agrícola do Cever, em Santa Marta de Penaguião, pela família Manta Mergulhão.

Natália considera que as pessoas “confiam cada vez mais no museu”, ajudando a enriquecer o acervo que é consultado maioritariamente por investigadores, doutorandos e mestrandos, mas também por proprietários de quintas ou interessados que queiram saber mais. 

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