O movimento Académicas, que integra oito associações académicas, incluído a da UBI e a da UTAD, acaba de lançar uma campanha, designada “Somos mais que um número!” e um manifesto a reivindicar o aumento do financiamento para o ensino superior na proposta do Orçamento de Estado para 2021.

No manifesto, o movimento afirma que o ensino superior não é apenas o aumento de estudantes, considerando que “o reforço em acção social por via direta e indireta é fundamental, para a obtenção de uma sociedade qualificada” e que “o reforço de 435 milhões para o ensino superior e para a investigação para o próximo ano não é suficiente para colmatar as dificuldades acrescidas que tanto as famílias portuguesas como as instituições de ensino superior estão a atravessar”.

Os estudantes reivindicam ainda que “o princípio da existência de uma bolsa de estudo não pode estar associado apenas ao valor da propina, uma vez que os custos existentes no ensino superior não dizem respeito apenas ao valor da propina, mas a custos como a alimentação, o alojamento, os transportes e o material escolar. Todas estas despesas representam valores consideráveis, pelo que devem ser tidos em conta nos apoios disponibilizados às famílias pela via da acção social directa”.

A questão do alojamento e o plano nacional de alojamento no ensino superior é outro dos assuntos abordados. De acordo com o manifesto “a taxa de implementação do plano em cidades como Vila Real, Coimbra, Braga, Guimarães, Aveiro, Évora, Funchal e Faro permanece a níveis baixíssimos” e por isso reivindicam “a necessidade de aumento do número de camas, não pedindo mais do que aquilo a que o próprio governo se vinculou”.

O apoio à utilização de transportes públicos, o aumento da capacidade para as actividades lectivas, laboratórios científicos ou performativos, assim como de infraestruturas de apoio ao estudo, além da possibilidade de prosseguir os estudos após a licenciatura “sem ter que vender um rim”, são outras das reivindicações apresentadas neste manifesto.

Por estes motivos é reivindicado “um aumento global de financiamento do ensino superior, seja por via do apoio à acção social, seja na garantia de investimento nas infraestruturas das universidades portuguesas”.

Este é um movimento nacional das associações académicas universitárias, criado já em época de pandemia, Neste momento é composto pelas associações académicas das universidades de Coimbra (AAC), Algarve (AAUAlg), Aveiro (AAUAv), Beira Interior (AAUBI), Évora (AAUE), Minho (AAUM), Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD) e Universidade da Madeira (AAUMa).

Imagens por Académicas. | Facebook

Deixe o seu comentário

Skip to content