Para o Bloco de Esquerda do distrito de Bragança, “é inadmissível que em pleno século XXI aconteçam situações” de zonas sem acesso à internet e propõem “serviço público de telecomunicações para distritos, ‘não rentáveis’, como o de Bragança”.

“Em Serapicos, concelho de Vimioso, onde a dificuldade de acesso à Internet complica bastante a vida e as tarefas de aluna e pais, que têm de se deslocar quilómetros, além da sua habitação, para que ela possa assistir às aulas”. É este o exemplo que a Comissão Coordenadora Distrital de Bragança usa para começar um comunicado que alerta, novamente, para a falta de cobertura de internet e rede móvel.

“É fundamental que o governo assuma a sua função de dar uma resposta eficaz à população, não permitindo que as desigualdades se acentuem e pesem sobre os ombros dos mesmos uma vez mais”, dizem, lembrando que este é mais um caso onde o interior do país fica em desvantagem em relação ao restante país. “A pandemia veio agravar ainda mais as assimetrias, como as desigualdades territoriais, e, relativamente ao acesso às novas tecnologias, o Interior e, concretamente, o distrito de Bragança vê-se bastante prejudicado”, reiteram.

Alertam ainda que não só os estudantes estão a ser prejudicados, dizem mesmo que há trabalhadores que, por falta de condições, têm que estar deslocados das suas localidades para poderem estar em teletrabalho, “acarretando mais despesas”.

“É essencial que se tomem medidas para assegurar que ninguém fique para trás, num serviço tão básico, para e nos dias de hoje, como é o acesso à Internet e à rede móvel”, dizem, defendendo novamente que “a única forma de assegurar e garantir um serviço universal é através de um serviço público de telecomunicações para que distritos, ‘não rentáveis’, como o de Bragança, não sejam esquecidos e renegados em ‘algo tão básico quanto necessário nos dias de hoje como a comunicabilidade em rede e o progresso’”.

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