Em comunicado alusivo à celebração do 1.º de Maio, dia do trabalhador, a Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda em Bragança defende que enquanto as desigualdades sociais forem o maior diferenciador e estratificador das comunidades, a injustiça prevalecerá e as crises continuarão a afetar sempre mais profundamente os setores mais fragilizados da sociedade.

O 1º de Maio, a par com o que aconteceu com o 25 de abril, é este ano celebrado de forma diferente pelas contingências da Covid-19. O Bloco começa por congratular os profissionais da saúde, forças de segurança, bombeiros e demais profissionais que desempenham as tarefas ditas essenciais, para o conforto possível da população. Reiteram que estes profissionais merecem todo o respeito, apoio e agradecimento, pois os danos da pandemia seriam ainda mais catastróficos sem o sem empenho diário.

Relembram que é “neste momento de crise sanitária que assistimos diariamente a abusos e atropelos aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras (três vezes mais afetadas segundo estudo da DECO), direitos consagrados e comemorados nesta data, com o despedimentos de precários ou trabalhadores no período experimental; com a obrigatoriedade de gozar férias no período de confinamento, sob ameaça de cortes salariais ou pior; ou até por outro lado, com a obrigatoriedade de trabalharem mais horas do que as estipuladas no contrato de trabalho.”

Para o Bloco de Esquerda é essencial que a prioridade na resposta à crise social e económica seja a proteção e respeito dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Consideram também que estes são os que mais sofrem os efeitos das crises, devido as desigualdades sociais que continuam a existir na sociedade.

Consideram também que no distrito de Bragança “tantas e tantos trabalham sem contrato (e sem o direito aos seus benefícios), pelo que nem sequer contam para as estatísticas, mas, no entanto, sofrem também diariamente para conseguir sobreviver. E não nos podemos esquecer, neste dia, de quem perdeu o seu emprego ou de quem perdeu uma parte do seu rendimento, para com eles e elas toda a nossa solidariedade.”

Escrito por JL

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