O Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda alertou hoje em comunicado para a falta dos transportes públicos em Verdelhos, concelho da Covilhã, considerando que “não são criadas as condições para as deslocações das pessoas que não podem ou não têm meios de transporte próprio, ficando, deste modo impedidas de aceder aos serviços essenciais.”

Para o Bloco, para além de um direito da população, o transporte público garante maior qualidade de vida, valorizando também a região, referindo que a existência de transportes em meios rurais no concelho da Covilhã é “um fator essencial de equidade social e de combate ao isolamento e desertificação destas freguesias.”

Recordam que devido à baixa densidade populacional, é um “negócio pouco atrativo para o operador, originando diminuição da oferta.”

O Bloco de Esquerda relembra que havia 3 autocarros em Verdelhos antes de ser declarado o Estado de Emergência: “o primeiro saía às 7h com destino a Belmonte, quem queria ir para a Covilhã teria que mudar de autocarro no Teixoso, o segundo partia às 7:40h com destino à Covilhã (este apenas se realiza durante o tempo de aulas) e o terceiro que saia às 13h com destino à Covilhã. Nessa altura partiam da Covilhã para Verdelhos três autocarros: o primeiro às 11h, o segundo às 17h e o terceiro às 18h.”

O núcleo concelhio do Bloco afirma que neste momento apenas o autocarro das 7h com destino a Belmonte é que sai de Verdelhos, necessitando ainda de mudança de autocarro no Teixoso para quem for para a Covilhã. Recordam também que “o autocarro que saia de Verdelhos, às 7:40h com destino à Covilhã e o autocarro com partida da Covilhã às 17h” ainda não está em execução, esperando que o mesmo seja reposto aquando do início do ano letivo.

“O autocarro com partida da Covilhã às 11h e destino a Verdelhos, com partida de Verdelhos às 13h e destino à Covilhã não voltou a ser reposto, são dois horários que se adequam na perfeição para quem precisava de se deslocar á Covilhã, sem necessidade de passar o dia inteiro fora para a resolução de qualquer assunto, que não demora mais de meia hora a ser resolvido”, considera o Bloco de Esquerda.

Dão o exemplo de um pensionista, que para ir buscar a sua reforma tem que passar o dia fora de casa por não haver transportes públicos e no caso de não ter possibilidade financeira para alugar um táxi.

Mesmo sabendo da pouca adesão que este autocarro tinha, “havendo dias que só tinha passageiros até ao Teixoso ou a partir do Teixoso, motivo pelo qual o operador responsável por este autocarro ainda não o ter reposto”, consideram que “transportes públicos não podem ser encarados numa perspetiva lucrativa, em prejuízo das populações mais necessitadas.”

Lançam o repto à Câmara Municipal da Covilhã para que implemente medidas para a reposição deste autocarro, bem como, à “criação de uma rede de transportes abrangente a toda a população do concelho e das freguesias rurais e que permita responder às suas necessidades”, considerando por fim, que se houvesse horários de transportes públicos adequados estes poderiam ter mais adesão.

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