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Numa pergunta ao governo, o Bloco alerta para a situação vivida pelos profissionais do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira que integram a bolsa de recrutamento. Alguns profissionais já vão pelo terceiro ou quarto contrato, cada contrato tem 4 meses. 

Numa pergunta ao Ministério da Saúde, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda refere que “vem por este meio alertar para a situação vivida por alguns profissionais de saúde que integram bolsas de recrutamento. A situação concreta que nos fizeram chegar dá conta de dois profissionais, ambos enfermeiros, e que integram uma bolsa de recrutamento para contratos a termo no CHUCB – Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira, EPE”. 

O Bloco relata que “quando, em março, a tutela deu autorização aos Hospitais para contratarem enfermeiros para o reforço do Serviço Nacional de Saúde, com a duração de 4 meses e possibilidade de renovação pelo mesmo período de tempo, o CHUCB realizou essas contratações com enfermeiros da bolsa de recrutamento mencionada, contudo estes profissionais em questão não foram contatados para este novo tipo de contrato, alegando que já estavam a cumprir contratos de substituição no referido Centro Hospitalar”. 

“Os contratos destes profissionais em questão terminaram em agosto de 2020. Em outubro de 2020 foram de novo contratados, pelo período de 4 meses, desta vez para reforçar equipas devido ao aumento da pandemia. Estão desde então a cumprir o 4º e 3º contrato com o hospital”, refere a pergunta. 

O Ministério da Saúde deu autorização para contratar em regime de contrato sem termo todos os enfermeiros que foram contratados a termo pelo período de 4 meses, na fase de emergência da pandemia, e que até dezembro de 2020 completem 8 meses de vínculo, mas “estes profissionais que se enquadram nesses parâmetros não foram abrangidos por já estarem no hospital a cumprir um contrato de substituição. Terá ainda sido solicitada autorização para que fossem incluídos na lista de contratações, mas o pedido não foi autorizado”, de acordo com o documento. 

Para o Bloco, “esta situação configura uma enorme injustiça e é um fator de desmotivação para os profissionais. Não se compreende o motivo pelo qual estes profissionais não foram incluídos nestes contratos sem termo por só já estarem a cumprir um contrato com a instituição. Um dos casos terá sido até transferido do serviço Medicina 1 para a Unidade Respiratória Covid, onde permaneceu até ao final de um contrato”.

O partido quer saber quantos contratos de 4 meses foram efetuados pelo CHUCB e quantos continuam ativos, tal como quantos não foram renovados e quantos foram contratados de forma definitiva. Os bloquistas também querem saber o motivo pelo qual não foram abrangidos pelos contratos sem termos aqueles profissionais que já cumpriam contrato antes da autorização do Governo.

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