Foto por Interior do Avesso

O Bloco de Esquerda reuniu esta quarta-feira com a Associação Académica da UTAD. A reunião foi solicitada pelo Bloco com o objetivo de recolher as posições dos dirigentes estudantis sobre a problemática dos transportes urbanos, da escassa habitação estudantil e o aumento dos preços da mesma.

José Pinheiro, Presidente da Associação Académica, está preocupado com a questão da mobilidade dentro da universidade, considerando mesmo que o campus “é o maior parque de estacionamento de Vila Real” e que esta situação tem que ser revertida até por uma questão de sustentabilidade.

Para o Presidente da AAUTAD o problema que mais afetada a comunidade estudantil é o alojamento, indicando que esta situação é desde logo dramática para os estudantes, mas que a longo prazo poderá ser também preocupante para a própria universidade porque “os estudantes que fogem das metrópoles pelas rendas elevadas chegam a Vila Real e veem também as rendas aumentar”, o que segundo este poderá fazer com que gradualmente deixem de ter razões para vir para cá.

Pedro Oliveira do Bloco de Esquerda sublinha que a crise habitacional é um problema a nível nacional e que Vila Real não é exceção. Considera que esta reunião teve como objetivo perceber quais as necessidades dos estudantes na ótica da Associação, tanto nos transportes como na habitação. “Chegamos à conclusão que Vila Real está a transbordar” no que respeita à habitação. “O número de alunos de Licenciatura tem aumentado e a cidade não está preparada para os receber”. Neste sentido, o Bloco apresentou uma proposta à Associação Académica que consiste em aproximar as Vilas à volta da cidade, como é o caso de Sabrosa, que poderia receber os estudantes que não consigam arranjar alojamento em Vila Real. Para o BE esta medida teria consequências positivas para essas vilas que se encontram cada vez mais despovoadas e para os estudantes que teriam habitação a preços mais acessíveis.

Afirma ainda que relativamente ao transporte urbano o Bloco vê com preocupação que o último autocarro seja às 20h, o que prejudica a mobilidade dos estudantes. “Se um estudante ficar 5 minutos a tirar uma dúvida com o professor perde o autocarro”. Relembra que recentemente o Bloco apresentou propostas para o aumento das linhas e número de autocarros, de forma a que possa servir a comunidade estudantil.

Escrito por JL

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