Foto de Fernando Moreira | Facebook

O edifício conhecido como “Hotel do Parque”, em Vila Real, tem sido um problema urbanístico na cidade há 38 anos. Originalmente projetado como unidade hoteleira de luxo, manteve-se inacabado e, com o decorrer do tempo, tornou-se uma ruína numa das principais artérias da cidade.

Ao longo dos anos, este edifício teve várias soluções apontadas, que nunca saíram do papel. No lançamento do Programa Polis de Vila Real, em 2000, José Sócrates, ministro do Ambiente à época, chegou a afirmar haver “um consenso na cidade que o hotel tem que ir abaixo e é isso que vamos fazer”. Há cerca de 10 anos foi anunciada também a transformação num hospital privado, que acabou por também não se concretizar.

Em 2018 o imóvel voltou a mudar de proprietários, sendo adquirido por uma empresa de construção civil de Bragança pelo valor de 2.023.317,75 euros. A informação veiculada pela comunicação social foi de que a intenção, ao momento, é transformá-lo num imóvel de habitação.

O Município anunciou em julho que as obras teriam início dentro de 3 ou 4 meses. No final da semana passada foi instalada uma grua, o que indica a iminência do início de obra.

Porém a solução de recuperar o edifício nem sempre foi a prioridade do Município, alerta o Bloco de Esquerda de Vila Real, que endereçou esta semana várias perguntas à Câmara Municipal. Pode ler-se em comunicado que, subsequente a uma reunião com o Presidente da Câmara, Rui Santos, ainda no anterior mandato, “para o Bloco ficou claro que V. Exª é ou foi defensor da demolição daquele mono, e concretizaria essa medida se não fosse demasiado onerosa a sua efetivação.”

“Independentemente de não subscrevermos” a opção de recuperação do edifício, apontou, o Bloco dirigiu-se ao Município no sentido de ver garantida que a “solução” apresentada se concretiza e, nesse sentido, questiona se os projetos necessários ao início de obra estão já aprovados pelos Serviços Municipais, bem como se há previsão de data para o início da intervenção. Visto que o projeto não é do conhecimento público, questiona ainda “como se vai articular esta hipotética solução com a zona envolvente (Parque Florestal, bairro dos Ferreiros, etc.)”.

O Bloco de Esquerda pretende, assim, que haja garantias de que a “solução” encontrada no momento será, na realidade, a solução definitiva para o que designa como “Mamarracho do Parque”.

(Escrita por MFS)

Deixe o seu comentário

Skip to content